A expectativa de muitos socialistas de shopping é de serem um rei leão, mas a realidade é outra.
Américo Pisca-Pisca era um “sábio progressista" do conto A Reforma da Natureza de Monteiro Lobato que, ao ver o mundo imperfeito, decidiu que se fosse ele a criar o mundo, o faria totalmente diferente. O faria certo e não errado como foi. No conto acima, ele acaba descobrindo o óbvio, ele seria o primeiro a ser morto no seu mundo perfeito, e talvez, por tudo de errado que ele antes percebesse, havia uma lógica e um sistema nas coisas para elas serem como eram. A natureza teve centenas de milhões de anos para chegar onde chegou. E ela cometeu erros sem conta. Ela fez o melhor possível, mas não o perfeito. A vida animal, vegetal e até microbiológica é fruto de milhões de tentativas e erros, que por seleção natural se tornou nosso mundo. Mas existem lógicas em todas estas falhas. Não é o ideal, mas é o que funciona. Tudo tem sua razão, mesmo que imperfeito. Imagine então que Américo Pisca-Pisca pudesse magicamente reformar a natureza, como no conto, mas sem perceber que suas abóboras enormes poderiam matar as pessoas ao caírem sobre elas… Ele faria um mundo melhor? Imagine que ele tivesse pena dos coelhos e lhes desse a velocidade de uma águia, capazes de fugir de todos os predadores. Deixaria os feios coiotes a ver navios… E a morrer de fome. E os coelhos, se multiplicando sem controle e com tal agilidade, em breve se tornariam tantos que nenhuma mata os sustentaria, causando tanto a extinção dos coiotes quanto dos lindos coelhinhos!
Vamos então voltar ao mundo ideológico e pensar se podemos associar a estorinha com a realidade política e econômica brasileira: (1) As ideias sem lastro e equivocadas estão dominando a sociedade. O pensamento “progressista” se opõe à liberdade, pois supõe ser ele mesmo capaz de determinar a distinção entre o bem e o mal. Esses “intelectuais”, no anseio de se destacarem com ideias novas ao público, insistem em ofender a lógica, o óbvio, tudo o que está na esfera do convencional, com uma espécie de racionalismo arrogante, que abusa da razão e despreza a importância do acaso e da espontaneidade para a evolução humana e da sociedade existentes e dependentes da liberdade. Esses “intelectuais” se alçam a um patamar de superioridade, pois se consideram capazes de construir um novo mundo a partir de suas diretrizes, ignorando a parcela da ordem social que se manifesta à revelia da razão humana. A sociedade brasileira corre sérios riscos diante das sucessivas ofensas à moral tradicional fruto de séculos de evolução, por aqueles que se julgam “progressistas” portadores de uma verdade absoluta baseada em uma razão arrogante e irresponsável. Isso também os fazem reagir com violência a críticas, pois veem a própria razão erigida a uma patamar absoluto de verdade, que o torna cego aos próprios equívocos. A cegueira produzida pela “intelectualidade” está presente em vários aspectos da vida.
A politização de tudo, transgenerismo, socialismo, capitalismo “acordado”, retirada de fundos para a polícia, desarmamento… não muito tempo atrás, você teria sido expulso da sala por causa dessas ideias. Hoje? A recusa em aceitá-los trará o linchamento à sua porta. Atreve-se a falar contra eles? Você será cancelado. Se você é como eu, provavelmente já se perguntou: o que está acontecendo? E, embora não me dê nenhuma alegria dizer isto, apesar de tudo o que sofremos nos últimos anos… o pior parece que ainda está por vir. Em nosso país, economia e cultura estão sendo virados de cabeça para baixo. Em nome da “liberdade”, da “igualdade”, da “justiça social” os “progressistas” conspiram para destruir as bases da cultura conservadora e da liberdade apoiando os homens a fazerem o que destrói de forma irremediável as condições de existência da civilização: os encargos do trabalho disciplinado, da responsabilidade, da honestidade, do cumprimento dos compromissos, da ambição de progredir, da necessidade de refrear por meios de regras gerais as reações naturais de hostilidade, etc. (2) Capitalismo é a evolução de todos os processos econômicos e produtivos da história, com suas falhas e sucessos. E injustiças. Pode parecer ruim, mas o capitalismo é a evolução dos sistemas anteriores. O escravismo era péssimo, mas deu lugar ao feudalismo, que era ruim, mas menos pior. Dele, vamos ao mercantilismo, com muita coisa ruim dos outros sistemas, coisas ruins próprias, mas ainda menos pior e, a seguir, o capitalismo, que também teve melhorias em relação aos anteriores e seus próprios problemas. O que todos têm em comum é que foram evoluções lentas, graduais e - assim como na evolução na natureza - com práticas mais mal sucedidas substituídas por outras mais bem sucedidas…
Infelizmente, uma coisa que a educação
ideológica "progressista" faz é ocultar fatos importantes, que permitiria haver mais
informações e opiniões próprias baseadas em senso crítico real. A
noção de senso crítico da maioria na educação brasileira é baseada em ocultar
erros de um lado e ressaltar os erros do outro. Exemplo:
É claro que não há uma lógica universal. Para karl Marx e seus apoiadores, a lógica do proletariado é a verdadeira lógica do futuro, todavia não aceitaram quando Hitler usou a mesma ideia para afirmar que a lógica dos arianos é a única verdadeira. Pois bem, vamos pensar um pouco? A pirâmide social da antiguidade, com romanos, gregos e etc divididos em classes. A maioria da população era escrava. Nem liberdade sobre o próprio corpo eles tinham. Na idade média e no feudalismo, era um pouco menos pior. Os escravos agora são minoria, foram substituídos pelos servos com direitos que os escravos. Não era o ideal, mas…No mercantilismo os burgueses não eram somente oriundos da nobreza ou do clero, eram antigos plebeus/servos que, indo viver em cidades, tinham mais oportunidades de crescimento e melhoria que os plebeus. A riqueza surgida do mercantilismo permitiu a eles terem uma qualidade de vida (ainda que não direitos) quase semelhantes à nobreza. De novo, menos pior. Os marxistas viam os burgueses como vilões, mas vale lembrar que muitos surgiram da plebe. E até as revoluções do século XVIII e XIX, eram tratados como tais. Para aqueles pobres que ascenderam, a vida melhorou muito em relação ao que era antes. Finalmente, temos o capitalismo surgindo da Revolução Industrial e evolução do mercantilismo. Parafraseando Churchill: “O capitalismo é o pior sistema, depois de todos os outros.” E é. Ele não perfeito, bom ou excelente, mas menos pior que qualquer outro. As evoluções e revoluções do sistema fizeram um milagre na mudança da sociedade.
Na época de Karl Marx (nosso Américo Pisca-Pisca da
economia e sociologia), 90% da população vivia na
pobreza, Mas, dados globais de hoje indicam a média de 10% da
população na pobreza, antes da pandemia. Mas, a mídia passa que a pobreza só
aumenta o tempo todo e, claro, você confia em quem lhe diz isto e não confere.
Ou usa justamente a mídia que lhe diz como fonte. Não é uma boa ideia se a
pessoa quer lhe vender uma ideologia política e precisa de seu apoio, mentir
faz parte da busca por poder. Sugiro ao leitor que não confie em mim também, pesquise por
si.
Os “progressistas” brasileiros presumem que o capitalismo só pode levar à exploração, miséria e injustiça social. Na ordem socialista, para melhorar as condições econômicas da vasta maioria da humanidade, os meios de produção deveriam ser nacionalizados e controlados de modo centralizado e não serem voltados para o lucro que só beneficia os proprietários do capital. Karl Marx alegava que o planejamento econômico geraria uma prosperidade material que excederia tudo o que se experimentou sob o capitalismo. Todavia, com toda a produção, emprego e a distribuição sob o controle monopolístico do Estado, o destino e a sorte de cada indivíduo ficariam à mercê da autoridade política. O fim da propriedade privada e da liberdade para empreender, haveria a perda da motivação baseada nos próprios interesses, para a indústria, a inovação e o esforço para o trabalho que existem na economia de mercado. Essa questão se situa no contexto mais amplo do conflito do individualismo versus coletivismo, da importância da dignidade de cada ser humano e dos perigos de ceder sua liberdade e propriedade para o Estado paternalista. Não é fácil saber exatamente o que influencia as pessoas a admirarem Karl Marx, mas as críticas marxistas à sociedade capitalista servem muito bem para aqueles que nutrem ódio e inveja pela riqueza e desejam ofender o sucesso alheio seja o que este representar na cabeça do invejoso “progressista”. O fato é que o capitalismo não é um sistema voltado para criar igualdade, ele é voltado para criar riqueza. E ele faz isto muito bem. Na economia de mercado a produção é guiada pela demanda esperada do público consumidor a fim de equacionar os custos de produção com à receita esperada. Os preços livres do mercado ajudam a estimar os custos e os lucros. O papel do empreendedor é selecionar a “combinação” de recursos que minimize os custos e maximize os lucros na quantidade e qualidade pedidas pelos consumidores. Os “planejadores centrais” do sistema socialista seriam capazes de gerenciar de maneira racional e eficiente os assuntos cotidianos da vida econômica? É obvio que não, já que um dos elementos incontornáveis do mundo em que vivemos é a mudança constante, toda mudança na demanda e na disponibilidade de insumos, produtos acabados, etc, se refletem em mudanças na estrutura de mercado dos preços relativos de forma rápida. O marxismo é efetivamente petrificado. A economia planificada central eliminaria a racionalidade do mercado para equilibrar custos com preços de venda. Igualmente importante é saber que compra e venda só são possíveis com a proteção da propriedade privada, sob a qual produtos e recursos são transferidos através da troca voluntária a critério de seus donos.
As pessoas não alcançam o sucesso ficam amargurados. Elas relutam em aceitar que não progrediram por conta de sua falta, ainda que parcial. Muitas culpam a sociedade pelo próprio fracasso e se voltam para o socialismo. A inveja tem um papel importante no apoio ao socialismo. Conforme observou Frederich Nietzsche: "aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música." Analogamente Eu digo: "Aqueles que foram vistos felizes e considerados ricos foram julgados imorais e condenáveis pelos infelizes e invejosos." Então, os que vivem à margem da riqueza e os políticos que desejam obter os votos deles passaram a usar desigualdade para falar mal do capitalismo. Só que mesmo desigual, melhor todos crescerem um pouco, alguns mais e outros menos, que ninguém crescer. Ele não torna todos igualmente ricos (e sequer é seu objetivo) mas a riqueza aumentando forçosamente torna muitos mais ricos ou menos pobres.
A inteligência do universo tem caráter
comunitário. A criação executou a subordinação, a coordenação e a
distribuição de todas as coisas conforme o respectivo valor para o todo e os
organizou para viverem em concórdia entre si. Embora os seres racionais vivam
claramente uns em função de outros, também pode ser percebido que as
coisas inferiores foram constituídas em função das superiores. Destrua-se a riqueza e a pobreza será ainda
mais atingida. O que caracteriza o movimento da razão e da inteligência é
estabelecer com precisão um limite para si mesmo sem ser subjugado pelas
agitações dos sentidos nem pelos impulsos do instinto, que têm caráter de
animal de racionalidade inferior. Faz parte da constituição de um ser racional
não ser precipitado nem se deixar enganar facilmente. De fato, mesmo nascidos
maximamente em função de uma reciprocidade, a faculdade condutora de cada um de
nós possui sua própria soberania. Se assim não fosse, o vicio e a maldade seriam
igualmente de outros. Isso não foi o que a natureza fez. A essência da causa e
efeito é pessoal e intransferível. O
livre-arbítrio de qualquer um é absolutamente indiferente a qualquer
outro. Há um entrelaçamento mútuo
de todas as coisas no mundo. Tudo pertence a um conjunto maior denominado
mundo. Segundo o prisma da analogia, são como os membros de um corpo onde cada
um de sua forma contribui para uma ação em conjunto, e não se pode exigir dos
pés o trabalho das mãos, cada um contribui de acordo com a sua própria
natureza. Todos são colaboradores para uma realização única de acordo com a
natureza do mundo, poucos estão cientes disso ao passo que a quase totalidade
não percebe. As pessoas colaboram de
formas diferentes. Heráclito de
Éfeso (470 a.c) disse que até aqueles que dormem auxiliam no equilíbrio do
mundo. O mundo necessita de todos e de
seus opostos. Se alguém é negligenciado pelos deuses (pelo destino) também
isso tem sua razão. O vício por mais condenável que seja também é útil sob
diferentes aspectos. A indústria de luxo é mantida pelos seus fúteis consumidores.
Observando-se detalhadamente conclui-se que vícios individuais (ex. consumismo)
produzem benefícios coletivos (ex. gera produção de bens e serviços). Tudo o que acontece a cada um, de bom ou de
ruim, para o bem ou mal, é vantajoso para o mundo. A questão maior é saber
em qual dessas categorias de colaboradores pensas te posicionar! Viver com a
verdade e a justiça ou seus exatos opostos?
UMA EXPLICAÇÃO JUDAICA PARA A RIQUEZA E A POBREZA
Uma das figuras mais eminentes na história judaica foi o Rabi Yehuda HaNassi, a quem se credita ter sozinho impedido que a Torá fosse esquecida por Israel. O Talmud faz uma declaração interessante sobre ele que provocou discussão e polêmica no decorrer dos tempos. Cita que o Rabi honrava os ricos. O povo crítico falava: por que uma pessoa como Rabi Yehudá HaNassi iria honrar alguém simplesmente por que ele ou ela possua uma grande quantidade de dinheiro e posses materiais? Será que ele recebeu ajuda de pessoas muito ricas para atingir seus sagrados objetivos? Mas, o próprio Rabi Yehudá era uma das pessoas mais ricas da sua época. Talvez ele fosse reverenciado pela riqueza e pelos prazeres que isso pode comprar ! Então por que Rabi honrava os ricos? Em uma ocasião, o Rebe ofereceu a seguinte explicação: O Criador de todas as almas deu a cada uma delas uma missão a ser cumprida no decorrer de sua vida física. Deus também equipa cada alma com todos os recursos materiais que necessita para cumprir sua missão. Algumas missões precisam apenas de uma pequena quantidade de recursos materiais para atingirem sua meta: é por isso que temos pessoas pobres. Algumas missões depreendem grandes somas bancárias para serem realizadas; daí os ricos. O Criador também concedeu ao ser humano o livre arbítrio, o que significa que toda capacitação que nos é dada encerra um certo grau de risco. Podemos usar nossos recursos para cumprir nossa missão, ou podemos usá-los para sabotá-la, e até sabotar o bem que outras almas estão tentando realizar. O significado disso tudo é que os trabalhos que envolvem grandes quantias em dinheiro são também os investimentos mais arriscados. Aqui Deus está fazendo uma aposta muito maior: se a pessoa não usar os recursos que recebeu da maneira adequada, pode causar muito prejuízo. Deus obviamente é muito seletivo sobre as almas às quais Ele confia essas missões importantes, em quem Ele acredita que pode fazer o certo. É por isso que Rabi Yehudá HaNassi honrava os ricos e não os invejava, pois se Deus demonstrou tamanho grau de confiança neles, dando-lhes mais recursos e oportunidades, eles devem ser merecedores de muito respeito. É claro que a lógica se refere à riqueza lícita, merecedora de honraria. Portanto, por que os ricos deveriam ter a consciência pesada se sua existência é necessária e se a exploração é da natureza humana? O sistema capitalista produziu desenvolvimento e divisão de trabalho que resultou em redução da exploração. As pessoas passaram a vender seu trabalho e serem procuradas mais pelo que faziam do que pelo que eram. O norte dos USA mais industrializado lutou contra a escravidão do Sul mais agrícola.
POR FIM, UM CONSELHO MORAL
Digamos que o Leitor agora pode aproveitar sua vida quase sem limitações. Quer pegar um voo de primeira classe para a Europa neste fim de semana? Consegue. Quer comprar uma nova Ferrari amanhã? Pode fazer. Quer comprar uma mansão? Também pode. Pode pensar que agora está vivendo um sonho; Que atingiu um nível de sucesso com o qual os outros só podem sonhar. Pode! Todavia, esse pode ser exatamente o problema após ter ficado milionário. Enquanto você está brindando com taças de vinho em Mônaco, a maioria das pessoas está se servindo de café às 6h da manhã para se preparar para o turno da manhã. Enquanto você toma banho de sol, a maioria das pessoas está indo para o trabalho na neve. Enquanto você dá uma volta em sua Ferrari, muitos entram em um ônibus lotado e congestionado. Enquanto você aproveita a vida em sua nova mansão, muitos estão decidindo se vão comer ou pagar o aluguel. Ser secretamente rico é melhor não somente para evitar a inveja dos maus. Ninguém deve se vangloriar da própria riqueza, não por sentimento de culpa, mas, especialmente, quando as pessoas próximas estão tendo dificuldades. É uma questão de bom-senso e não de culpa.


