De início, é preciso ressaltar que economia baseada no livre mercado e proteção à liberdade individual não significa defender o afastamento do Estado de tudo e de todos. A questão é saber onde, quanto e até quando. Tanto a ditadura do Direito Privado, da liberdade individual ilimitada, quanto a do excesso de interferência Estatal, sobretudo na liberdade econômica, destroem a própria nação. Por isso que discutir liberdade em qualquer assunto é muito difícil, pois não basta apenas conhecimento para afastar a tirania do Estado e os abusos do direito privado, é preciso uma enorme dose de senso crítico para reconhecer os limites da liberdade individual e também do Estado, e e focar a vida no longo prazo e não somente na mediocridade imediatista. Exemplos: O que seria da reconstrução da Europa após a II guerra mundial sem a ajuda dos USA? O que será da Ucrânia sem a ajuda de outras Nações? O que seria de Israel sem a ajuda dos USA? No início do século XX o setor agrícola brasileiro necessitava muito mais do Estado do que na atualidade. O que seria do setor agrícola sem a Embrapa? Todavia, é preciso reconhecer que hoje muito do que o Estado deveria fazer, está sendo feito pelas cooperativas agrícolas, etc. O liberal considera que o Estado brasileiro deveria se restringir às atividades que não podem em nenhuma hipótese ser substituídas pela iniciativa privada, seja por razões jurídicas ou por relação custo-benefício inviável. Segundo, é preciso ressaltar que a falsa ideia de que os libertários defendem a liberdade sem restrições tem gerado confusão interpretativa e usada pelos “progressistas” contra os libertários de forma fraudulenta. É inegável que o Estado precisa intervir na economia em diversas hipóteses, mas isto não pode significar que o desenvolvimento deva ser sempre dependente do Estado e que este possa “saquear” seu povo para qualquer fim. Infelizmente, o Keynesianismo em que o próprio Keynes deixou de acreditar permanece no modismo pretensamente “cientifico” e politicamente mais interessado ao discurso populista da social democracia que ainda toma conta do Brasil. Por óbvio, uma certa restrição da liberdade se transforma em garantia da própria liberdade, evitando-se, dessa forma, a coerção arbitrária de uns pelos outros. A libertação total das restrições em uma sociedade humana é origem e fator determinante do Caos. Entre o instinto e a razão, o primeiro permanece hegemônico no comando das ações humanas, é preciso controlá-lo. Sem regras de condutas o humano estaria de volta ao estado de “liberdade” primitiva, aquela que gozam os selvagens. Outra falácia contra a liberdade econômica é fazer crer que só os "socialistas", "progressistas" e o Estado capicomunista brasileiro são os únicos preocupados com os excluídos.
Situação onde o Estado é necessário
Por que defender o liberalismo no Brasil? Primeiro, é notório que a cooperação humana vai além dos limites individuais, ela é compartilhada por uma rede não totalmente conhecida por cada um de seus participantes (desejos, interesses, circunstâncias, oportunidades, etc.). As necessidades de cada pessoa são atendidas pelo engenho de outros desconhecidos dentro dessa rede de tamanho desconhecido que é denominada de mercado: local, nacional, mundial, cuja “consciência” é representada pelo somatório das consciências de cada individuo de interesses distintos e mutuamente desconhecidos. Para ser liberal é preciso reconhecer que o homem não conhece tudo, não possui todas as informações importantes, desconhece todas as condições das possíveis situações e, portanto, não acredita que tudo possa ser avaliado e resolvido pela lógica, e muito menos pela lógica de um planejamento central, o que implica na crença da impossibilidade de construção de uma ordem socioeconômica completamente fundada na razão e no planejamento prévio para tudo desconsiderando a importância do acaso, da sorte e do azar, dos fatos que surgem inesperadamente das interações espontâneas, do valor da transmissão do conhecimento pela competição e cooperação voluntária. Em outras palavras, a limitação individual em relação ao conhecimento e a dispersão deste entre os componentes de uma coletividade fazem com que seja impossível uma autoridade central organizar e controlar a sociedade por meio exclusivo da razão desconsiderando os efeitos do aleatório. A dispersão do conhecimento tem efeitos espontâneos positivos e negativos imprevisíveis na coletividade. Muitas tarefas são realizadas à custa do conhecimento de outras pessoas até desconhecidas por quem o usa. Ser liberal é saber que a complexidade das ciências sociais não permite destacar e antever os efeitos de inúmeros fatores em permanentes mudanças, o que por si só já é suficiente para a impropriedade de dar muita relevância nas ciências sociais na metodologia científica das ciências naturais e vice-versa. Segundo, O termo “justiça social”, muito usado pelos “progressistas”, faz acreditar na possibilidade do Estado poder conhecer o que não pode ser totalmente conhecido e controlar o que não pode ser controlado hierarquicamente nos seus pormenores. Com esta mesma lógica, os mais ignorantes e ou mal intencionados querem inclusive inferir meritocracia na vida alheia para justificar tributação de heranças. De fato, constitui uma fraude semântica decorrente de um caráter deficiente. O termo é aplicado a tudo que se refere a eliminar as diferenças sociais e as diferenças de renda, entendimento inconciliável com as regras da economia de mercado competitiva e respeito ao esforço individual. A linguagem é o maior instrumento de interação humana porque faz a intermediação entre todas as formas de relações humanas: ideias, saberes, riquezas, etc. Todavia, ela está sujeita há vieses de dissociação hermenêutica. Por meio de erros semânticos as pessoas passam a desejar o que constitui o principal obstáculo à existência da sociedade: a utopia da igualdade. Outro engano é o termo “justiça distributiva”, pois ninguém poderia distribuir melhor e com mais justiça e impessoalidade do que o livre mercado, sentido amplo, determinando o processo e a distribuição de recompensas. A justiça é a da Lei de Mercado. Fora dela só é justo considerar que uns conseguiram mais que outros; uns estão melhores, outros piores, etc.
“Para a maioria dos homens, a vida nunca foi outra coisa senão um combate perpétuo pela própria existência, na qual ao final todos serão derrotados."
Arthur Schopenhauer.
No Brasil, a ética anticapitalista continua prosperando com base em erros que condenam a geração de riqueza, o lucro, a propriedade privada, apoiando-se em linguagem e semântica equivocadas tirando vantagem da pobreza vendendo a ilusão de poder haver uma ordem racional igualitária planejada e administrada hierarquicamente para organizar os esforços humanos para este fim. Nem todo sucesso se deve a trabalho árduo, pode ser devido a trabalho com resultado de produção em escala e com valor adicionado maior no mercado, em razão de custo e de valor adicionado ao comprador.
Os
socialistas quando não conseguem manipular seus alvos, tentam manipular as
pessoas para que pensem mal dos seus opositores.
Terceiro, desigualdades econômicas e sociais não são necessariamente causa de problemas. A riqueza dos bilionários não é geradora de pobreza. E se o fato deles ganharem muito incomoda, o problema não é a diferença de riqueza e sim a inveja. O "Grande Capital", seja lá o que isso significar na cabeça de cada um, simplesmente não tem como privar os mais pobres de ascenderem socialmente, exemplo: está disponível a qualquer um poder participar dos lucros das grandes empresas do tipo S.A de capital aberto em Bolsa de Valores, desde que tenha conhecimento e interesse. As regras são iguais para todos. O livre mercado, com o mínimo possível de intervenção do Estado, funciona e principalmente para tornar os pobres menos pobres.
Serviços públicos no Brasil tendem a ter uma qualidade ruim, e não há o que se possa fazer de significativo a respeito. Tudo que o pobre possui de melhor é fornecido pela iniciativa privada e tudo de pior pelo Poder Público. Tributar mais parece servir apenas para aumentar os gastos de forma ineficiente e alimentar a corrupção. O dia em que precisar de babá na velhice, ninguém cuidará de você melhor do que o seu dinheiro e sua própria família. O Brasil nunca teve uma experiência capitalista liberal, sempre foi capicomunista.
Muitos valorizam os sistemas lineares supondo que a magnitude de uma recompensa esperada seja proporcional a dos riscos assumidos para alcançá-la, ou, em geral, que os resultados alcançados guardam uma relação sistemática linear com os esforços realizados. Gottfried Wilhelm Von Leibniz (1646-1716) em 1703 disse: “A natureza estabeleceu padrões que dão origem ao retorno de eventos, mas apenas na maior parte dos casos.” Sem exceções não haveria risco, pois tudo seria previsível. A possibilidade de erros é muito significativo e a única maneira de lidar com eles é de forma descentralizada na forma de tentativa e erro baseada na liberdade individual. A ciência econômica por depender do coletivo humano sempre esteve associada ao dilema entre a teoria formal de um lado e viabilidade de sua operacionalidade de outro. A lei de mercado referendada nos preços livres é a melhor forma de lidar com as implicações sociais na economia em face do caráter falível do conhecimento humano.
A natureza se repete, mas apenas imperfeitamente, apesar das muitas ferramentas engenhosas criadas para atacar o enigma que permanece sem solução: o elemento invisível da estrutura completa da natureza.
Em uma entrevista com Elon Musk, lhe foi perguntado: "O que você diria para alguém que quer se tornar um Elon Musk ? Ele respondeu: "Eu não recomendaria que aspirasse ser Eu, não é tão divertido quanto parece, estou sempre correndo riscos sozinho."
A igualdade é uma utopia e brutal desonestidade com os melhores, seja o que isto for. Na tributação, a progressividade da alíquota sobre patrimônio e renda e o ITCMD é uma ofensa à riqueza, à produtividade dos mais produtivos. A produção no sentido unicamente financeiro não se refere exclusivamente ao valor intrínseco (talento) de quem a produz, mas de resultado pragmático na geração de renda no mercado livre ou capicomunista brasileiro, nem sempre com relação direta com o valor intrínseco do individuo ATRIBUÍDO A SI, ele depende do valor atribuído pelo comprador. Exemplo: O mercado brasileiro não comporta a profissão de astronautas na condição de ricos, não há quem compre o seu valor intrínseco, além da falta de utilidade prática. É notório que a profissão de artesão não é boa escolha para ficar rico, em razão da enorme concorrência e da impossibilidade da produção em escala.
Se colocasse no
Luvre, as análises seriam ainda mais sofisticadas e poderia talvez ser vendida por mihões. Isso prova como somos
enganados pelas circunstâncias e nossos próprios critérios e vieses cognitivos.
Todo problema
social é complexo. Como ordenar a complexidade sem minar o individualismo e seu
aspecto criativo? Quando lidamos com fenômenos sociais complexos, influenciados por uma
miríade de causas atuando simultaneamente, existe uma assimetria permanente
entre explicações teóricas de um lado e previsões e controles por outro. As
previsões em muitas vezes são apenas ilustrações abstratas relacionadas a
certas causas, são simplificações teóricas de estruturas facilmente
representáveis apenas formalmente, desprezando aspectos subjetivos não
mensuráveis e novidades não antecipáveis. Se tudo fosse previsível, não
existiria risco e a prudência não teria valor. A complexidade social pode,
didaticamente, ser dividida em uma ordem física externa e uma ordem mental das
percepções sensoriais. A mente, embora constituída a partir de uma base
material, apresenta características de funcionamento diferentes dos elementos da
base material externa a cada humano. A sua estrutura se adapta conforme entra
em contato com os estímulos externos e cujo processo faz destacar as limitações
do conhecimento com base na tentativa e erro que gera adaptação ao perpétuo
fluxo de mudanças que mecanismos de controle puramente conscientes não seriam
capazes. A liberdade individual para testar, errar e aprender tornou possível o
desenvolvimento e a existência de bilhões de humanos interagindo com elevado
grau de divisão de trabalho.
O
eleitor de político “progressista” é igual peru quando toma pinga. Acha que participará da festa !
Os humanos também têm de enfrentar o comportamento de algo além dos padrões da natureza e dos estímulos externos: eles próprios. O comportamento humano não faz parte do mesmo grau de regularidade e previsibilidade encontradas na natureza. A decisão de um indivíduo pode exercer influência sobre o bem-estar de qualquer outro indivíduo. Uma descoberta tecnológica pode afetar a vida – para melhor ou pior – de muitos do outro lado do mundo. O indivíduo deve considerar as respostas prováveis dos outros às suas próprias decisões. A vida não é uma ilogicidade, contudo, ela também é uma armadilha para os lógicos. Ela não é 100% lógica. O ressentimento da ambição frustrada no capitalismo surge quando as pessoas culpam o sistema por suas próprias falhas e invejam o sucesso de outros. Isso é particularmente evidente entre "intelectuais" que acreditam merecer mais riqueza do que conseguem no mercado livre. É comum os “intelectuais” considerarem suas remunerações sempre abaixo do ‘status’ que se dão.
Ela (a vida) parece um pouco mais matemática e regular do que de fato é, sua exatidão pode
às vezes ser óbvia, mas também há uma inexatidão oculta, uma turbulência à
espreita. Do absolutismo
real ao governo representativo, e da pobreza da maioria ao bem-estar de muitos com redução significativa da pobreza, sob o capitalismo, derivaram do agregado de
ações individuais e interações espontâneas, muitas imprevisíveis, pois sua
antecipação perfeita demandaria uma concentração de conhecimento que não existe
sequer nos maiores gênios. Muitos resultados além de não serem previsíveis não são lineares, não são proporcionais à causa.
Tudo acontece em razão do comportamento humano, da interferência de uma consciência humana. Todavia, o desenvolvimento nunca foi construído exclusivamente por meio da razão humana nos processos – éticos, políticos, científicos e econômicos – formadores da sociedade. O projeto socialista é ingênuo no sentido de acreditar poder erradicar os efeitos das condições aleatórias por meio de uma planificação central da economia e da sociedade determinada exclusivamente pela razão, ignorando a realização pessoal e a liberdade inerentes ao individualismo, reduzindo a moralidade a um objetivo específico, planejada, artificial. Educar é ensinar a questionar. A moral que não está relacionada ao instinto de sobrevivência (inata), são conjecturas que são validadas e refutadas ao passar do tempo, exemplo: as leis. Os humanos são obrigados a agir também com base no mais provável, pois se parassem em face de toda dúvida cuja razão fosse desconhecida, provavelmente a humanidade já teria desaparecido. Não é possível conhecer todos os efeitos de antemão de todos os propósitos de cada ser humano e do resultado da interação destes. A mente humana não é capaz de conhecer e articular por completo todo o contexto e efeito de suas decisões. O processo evolutivo não é exclusivamente racional. Há muita coisa que surge de forma involuntária e são selecionados em um processo de testes interpessoal com base no seu valor para a sobrevivência humana. Os seus valores são relativos tanto em relação ao tempo como às sociedades. A moral que não é a do instinto de sobrevivência, é a moral produto da evolução, validada no tempo e lugar. Na realidade, as circunstâncias que determinam o que cada um deve fazer para alcançar os próprios fins incluem decisões desconhecidas de muitas outras pessoas desconhecidas e os seus próprios objetivos. O fracasso ocorre justamente pela impossibilidade de se conhecer previamente todos os efeitos de uma ação e os propósitos de cada individuo no mercado. Isso explica o fracasso de algumas grandes empresas, tais como: Blockbuster e a Kodak. É impossível para grandes organizações privadas ou a um poder central público, e muito menos a um indivíduo, centralizar todo o conhecimento necessário para prever o resultado de suas ações, visto que incluem e dependem de uma quantidade indeterminada de outras ações de inúmeros outros desconhecidos indivíduos, tanto quanto seus interesses, circunstâncias e possibilidades. Por isso, o futuro é um dado inacessível à compreensão humana. O desenvolvimento ocorre concomitantemente à razão, mas não como um produto exclusivo dela. O processo evolutivo possui um percentual imprevisível e incompreensível à mente humana que deve ser deixado livre, visto que a ordem natural resulta do conhecimento fragmentado que está disperso entre vários indivíduos. A evolução é derivada da interação espontânea entre milhões de ações individuais, incapaz de ser emulada por um propósito centralizador consciente. No ano de 1776 a tese de um equilíbrio por meio de uma economia descentralizada já havia sido pensada por Adam Smith. Ele afirmou que a ampla ordem da cooperação humana excede os limites do conhecimento individual ou coletivo, e criou a metáfora da “mão invisível” ocasionando o bem comum por meio da livre oferta e procura e concorrência, sendo o interesse individual, seus atos egoístas e individualistas, onde cada um não sabe até que ponto está promovendo o interesse público, de pessoas nem sempre conhecidas, e até nem sabida a existência, involuntariamente responsáveis pelo resultado ampliado, global, impessoal, da coesão social. Ao perseguir seus próprios interesses, cada um promove o interesse da sociedade mais eficazmente do que se tencionasse realmente promovê-lo. De fato, a realidade brasileira prova que nunca realizaram grande coisa para o país aqueles políticos que dizem exercer o poder visando ao bem público. O apoio dos “intelectuais” ao socialismo também se deve ao fato de tais “intelectuais” não se conformarem com a possibilidade de uma ordenação que não tenha sua origem na experimentação deliberada e que não possa ser descrita e prevista racionalmente. Disso surge o utópico apoio “intelectual” ao regime socialista por supor ser este capaz de planejar e determinar as relações sociais, éticas, políticas, econômicas, científicas, etc. que alicerça a fictícia premissa de deter todo o conhecimento necessário para formular e reformular a moral e conduzir racionalmente o processo por meio da intervenção do Estado.
Muitos dizem “eu tenho doutorado, estudei muitos anos, mas sou injustiçado por que ganho muito pouco; Ou “eu trabalho muito, mas não sou reconhecido pelo empregador”. Conflito profundo e inconfesso entre pretensão social e realidade também faz nascer a mentalidade anticapitalista. Assim como existem pessoas disputadas no mercado (poucos), muitos também são evitados, às vezes, por vícios de caráter, tais como a soberba e a inveja. Não basta ter acesso a todas as informações relevantes, ser inteligente, objetivo, motivado e trabalhador, MAS, um despossuído de percepção e discernimento. Acima de todos está a demanda pelo mercado. Não precisa ter PHD para saber distinguir o certo do errado. Muitos simplórios de títulos são mais sábios para isso do que muitos bem titulados. Às vezes, quanto mais “phd” pior se torna. O ‘sentir-se importante’ aumenta a valorização do ego que resulta na visão distorcida de achar que só merece homenagens, preferências, vantagens.
“Exija
muito de ti e não espere nada dos outros. Assim evitarás muitos aborrecimentos." [Confúncio]
O socialismo assemelha-se à religião da crença no ‘autossacrificio/masoquismo’ virtuoso, tal como a mentalidade anticapitalista assemelha-se a mentalidade seguidora da citada religião. Ambas equivalem a construções imaginárias criadas com a finalidade de controlar a coletividade e consolar o homem das dores da vida, todavia aquele que reserva sempre sua maior reverência e seus melhores sentimentos às obras da imaginação e da ficção, quando diante do oposto (a realidade) sentirá frieza, medo e desprazer, terminando frustrado com a realidade e tirando dela somente insatisfação e sofrimento de viver considerando que as coisas deveriam ser como não são, ou que seriam melhores caso seguissem o Bem ficcionado como Universal. É preciso afirmar a realidade tal como é e, ainda, tomá-la como sinônimo de perfeição para, além do bem e do mal inerente a ela, amar a vida real, aceitando incondicionalmente o sofrimento como parte integrante da existência e trabalhar para superá-lo diariamente. O humano inseguro, de baixa autoestima, acredita que a sua condição é imutável ou, se mudar, será para pior.
Por isso tende a ter um viés socialista, de necessitado de proteção do Estado para tudo. Ainda que esta seja ilusória e até prejudicial no contexto geral. A insegurança o faz não aceitar o Estado apenas nas suas funções primordiais, essenciais, indispensáveis. Quem pensa assim também diz que os ricos são capitalistas egoístas malvados. A questão é que o salário é como um preço de mercado qualquer. O preço de mercado é o valor exato em que a vontade de pagar o mínimo possível e a vontade de receber o máximo possível se encontram. É comum ao católico e cristão de modo geral inferir conceitos pejorativos aos fornecedores quando o preço de mercado ofertado é considerado caro para eles. Daí surgiu a difamação “capitalista egoísta malvadão”. No Ato 1, Cena 1 de “Timão de Atenas”, o joalheiro diz para Timão: “Senhor, sua avaliação é o que um mercador pagaria, sabeis perfeitamente que coisas de mesmo valor são estimadas diferentemente, segundo seus diferentes proprietários.” (Sheakespeare). A maioria das transações comerciais é uma aposta em que o comprador espera estar comprando barato e o vendedor vendendo caro. Frequentemente, um lado está enganado. É obrigação de todo empreendedor garantir o máximo lucro possível enquanto puder, pois na dificuldade e na falência ficará sozinho. Reduzir custo também equivale aumentar lucro.
Em relação ao feudalismo, o capitalismo foi indiscutivelmente um avanço. E mesmo apesar das terríveis condições de vida da classe operária no começo da revolução industrial e do uso da escravidão nas Américas, o capitalismo ainda não pôde ser descartado por outra forma de estímulo à produção. O capitalismo contém contradições talvez insolúveis em sua natureza, a maior delas a relação entre empreendedor e empregado que é agravada no Brasil pela C.L.T. Quanto mais a concorrência e o risco de perda do capital investido aumentaram e a tecnologia se desenvolve, mais choque é gerado nas relações de produção capitalista. Os comunistas no século XX erraram em supor que esses problemas poderiam ser superados por uma ampla revolução socialista. Ledo engano. No Brasil esta crença é mantida pelos "progressistas". O capitalismo ainda continua sendo um sistema para o desenvolvimento econômico que não pôde ser superado. Os países excomunistas do leste europeu e a china são provas claras disso. Muitos que se dizem “democratas progressistas” compram produtos em sites chineses (Aliexpress, Shein) e preferem celulares mais baratos de marca chinesas (Huawei, Xiaomi). Será que eles observam esta contradição ou quando a contradição envolve o próprio dinheiro ela é ignorada? Acredito que a questão não seja de ‘contradição’ mas de estupidez, honestidade e caráter. Todo pobre que não é estupido é acusado pelos seus pares de defenderem a classe que os oprime, e são usados da mesma forma pelos políticos para obterem seus votos.
À medida que a tecnologia evolui, a necessidade de mão-de-obra humana diminui continuamente. O trabalho humano está em permanente competição com o desenvolvimento tecnológico. Mas, não há desenvolvimento sem aprimoramento tecnológico em tudo que for possível. A necessidade de reduzir custo é permanente em tudo. É uma questão de sobrevivência. A mão-de-obra é um custo, e no brasil ela é potencialmente hostil para o empregador.
SÃO EFEITOS DA CLT
A CLT dá proteção à má-fé, contribui para a hostilidade. O capitalismo gerou melhores condições de vida que, por si, gerou aumento da população que gerou aumento do desemprego e a precarização na relação entre empregado e patrão em quase todos os setores e empregos.
O socialismo não é a solução para este problema. O equilíbrio é a "lei de mercado" com seus aspectos positivos e negativos. Para os empregados mal remunerados, a saída é ser seu próprio chefe. Lembre-se de que as decepções da vida servem de alerta para não viver de ilusões e ver a realidade. Negar a realidade não ajudará. Nunca espere demais da sorte ou dos outros, no fim não haverá muito o que lhe decepcione.
A vida é cruel e o Mundo um lugar perigoso, e viver na utopia torna a vida ainda pior. Se a ideia de dar a cada um
conforme suas habilidades gera pobreza, a ideia de dar a cada um de acordo com
suas necessidades gera muito mais ! A exploração pelo capitalismo também é uma ‘construção ideológica’ segundo a qual se os funcionários recebem 3.000 reais
de salário e produzem 500 peças e tais 500 peças rendam 50.000 reais, a empresa
está "roubando" deles os outros 47.000 de "lucro". Essa é a exploração
da empresa sobre o trabalhador. A ideia é que a empresa deveria dar salários
mais altos, pois tudo o que passa de 3.000 reais de lucro para ela é roubo ao
trabalhador. No sistema capitalista libertário, o trabalhador não é um escravo,
Ele é livre para buscar outras oportunidades. Se ele quiser (e puder) pode ser Uber, ou
ir para uma empresa concorrente, ou fazer cursos para crescer de cargo na própria
empresa, ou fazer concurso público, ou usar do dinheiro do salário para
alavancar outras fontes de renda. Enfim, o trabalhador pode fazer o que quiser e puder, é claro. Mas depois de
convencido de que é roubado, ele não enxerga as obrigações da empresa, os
investimentos pré-operacionais e quer que esta pague a ele os mesmos 50.000 que ela tem de lucro. É uma impossibilidade
acordo trabalhista de divisão igualitária de bens.
Exemplo de Doutrinação Ideológica
“Atrás de um rostinho bonito ou de doces palavras pode haver uma alma perversa ou inimigos ocultos. Cuidado! Nem tudo que
reluz é ouro!
Com todos os problemas, a realidade mostra que o capitalismo é o
preferido. Quando o muro de Berlin foi destruído, para onde o povo de Berlin
oriental correu ? O povo foge de Cuba para Miami ou de Miami para Cuba? Antes de morrer, Karl Marx comprou um terreno
em um cemitério particular ao invés de escolher o que o Estado oferecia. O que os marxistas pensam disto?
O ser humano pode fugir de tudo e de
todos, mas nunca de sua própria consciência.
Em Cuba toda herança e toda esperança é do Estado.
Em razão da quantidade de pobres no Brasil, a única forma de melhorar a remuneração é com trabalho autônomo, e, para isso, é preciso um conhecimento para apoiar a prestação de um serviço relevante no mercado. Os interesses de quem deseja pagar o mínimo e de quem deseja receber o máximo são muitos e independentes: o risco e tamanho do prejuízo são apenas alguns deles. Pensar e sonhar com uma vida fora dessas regras é enganar a si mesmo. É desejar que a vida alheia cuide de você, tal como a mãe cuida do filho. O socialista de shopping deseja que o Estado seja como uma mãe para ele. A realidade mostra que quando o empregado consegue mais vantagens em outro lugar, demite o patrão e vai para lá. Quando o empregador pode pagar menos para outro fazer o mesmo trabalho, contrata esta pessoa. A única resposta para o socialista de shopping é: ‘vá ao mercado e prove seu valor conseguindo algo melhor.’
Imagine que você nasceu no mesmo mês de Jeff Bezos e que você ganhe $ 100 mil por mês desde que veio ao mundo, sem nunca ter gastado um centavo sequer dos seus ganhos. Mesmo assim você não teria a fortuna que Jeff Bezos tem. Isso é fácil de explicar e difícil de aceitar: a riqueza e sua evolução no tempo não se resumem apenas a poupar dinheiro, mas na geração de valor ao longo do tempo. Quem gera mais valor em escala é mais recompensado. O personagem Jesus Cristo disse: “a quem mais se compromete, mais será dado.” A responsabilidade com o trabalho e os seus inerentes riscos estão intimamente relacionados ao comprometimento e ao merecimento de ganho. Por exemplo: o dono da empresa Amazon obviamente está associado a muito mais responsabilidade, comprometimento e valor gerado do que todos os seus funcionários juntos. Se muitos trabalhadores da Amazon têm que trabalhar em dois empregos para complementar a renda, isto não deve ser colocado na conta do dono da Amazon. Se os mais pobres não saem da pobreza à medida que o mais ricos enriquecem mais, isto também não deve ser colocado na conta dos mais ricos. Não se deve igualar o acúmulo de riqueza na iniciativa privada com a atribuída a frase do Ministro da Fazenda brasileiro Delfim Neto na época da Ditadura Militar: primeiro acumular para depois repartir o bolo. A hora de "repartir" o bolo nunca chegou e nunca chegaria porque foi gerado e direcionado para o Estado capicomunista.
No Brasil ainda impera o interesse político e midiático no atraso de acreditar (ou fazer acreditar) que desigualdade social é um problema, ao invés de focarem no real problema que é a pobreza. Muitos acreditam nessa falácia política. Devido às falácias do Estado capicomunista, existe no Brasil essa outra vertente falaciosa chamada de socialismo, também travestida de "progressismo", que promete um leque de opções que vão desde o governo aumentar o salário mínimo para forçar o empregador a gastar mais com remuneração e o governo taxar essa riqueza com a falácia de oferecer benefícios à classe trabalhadora, até a estatização de empresas para que elas funcionem única e exclusivamente para atender às demandas dos trabalhadores (economia planificada). É preciso ainda ir além, a geração de riqueza por si só não resolve o problema da pobreza, é preciso saber e poder aproveitar as oportunidades geradas pela riqueza, mas é vital que o sistema trabalhe para que a classe trabalhadora possa ter esperança de enriquecer para usufruir de riqueza gerada por ela. E, claramente, não é o agravamento das regras capicomunistas brasileiras que possibilitariam isso.
De modo oposto ao que pensa o socialista de shopping o preço de mercado não é um ato de generosidade ou de egoísmo selvagem ou mesquinhez. O único sistema capaz de igualar valor à renda de forma justa é o da liberdade econômica e individual do capitalismo. Aceitar a remuneração pelo resultado mais do que pelo salário é reconhecer as leis de mercado onde o patrão poderia considerar o empregado como mais um substituível e pagar apenas o salário. Os socialistas de shopping não querem admitir isso porque é doloroso. A hipótese de avocar a culpa para si, ou mais para si do que para os outros, ou reconhecer que as regras da liberdade econômica estão acima de todos, empregado e empregador, é dolorosa. Muitos não aceitam o fato de serem facilmente substituíveis, e apoiam propostas políticas trabalhistas demagógicas que agravam o desemprego. Vários trabalhos e atividades empresariais que já foram importantes perderam totalmente a importância, e isto sempre foi e será assim. Contra o desenvolvimento produtor de redução de custo, aumento de lucro e eficácia não há quem possa lutar e vencer.
A liberdade tem seu preço. A "liberdade" de empreender no Brasil tem um preço elevadíssimo. Em um país de fato capitalista com proteção constitucional à liberdade individual e suas diferenças, o indivíduo com desempenho elevado dificilmente priorizaria alugar o seu talento para um empregador, menos ainda se este for um órgão público. Seu desempenho seria elevado demais para isso. O interesse em cargo público decorreu ou decorre da assimetria acentuada no custo de oportunidade produzido pelas regras do Estado capicomunista que penaliza muito o pequeno e médio empreendedor privado. Todos conhecem histórias trágicas do individuo altamente treinado cuja expertise adquirida com muito esforço perdeu de súbito todo o valor por causa de alguma invenção benéfica para a sociedade e a concorrência. O último século está repleto de exemplos dessa espécie, atingindo milhares de pessoas. Ainda que muitos acreditem na probabilidade favorável de sucesso e optem por arriscar, a realidade mostra que apenas alguns são bem-sucedidos, logo, não surpreende que muitos prefiram trocar o “risco do sucesso” pela “segurança” do funcionário público no país da economia capicomunista. Isso explica também a propensão do servidor público não desejar a eleição de políticos de viés liberal. Contudo, tão certo quanto esta realidade é que não é possível ao Estado dar garantia de renda a todos a ponto de eliminar o risco sem que o benefício de uns represente o prejuízo de outros. Exemplo: bolsa família para uns e aumento da insegurança tributária para aqueles que a financiam. Aumento da tributação no IR de uns para aumentar a isenção de outros. Em uma situação extremada, os financiadores não poderiam decidir se o que desejam empreender compensaria o esforço para levá-la a efeito com base na impessoalidade da concorrência do mercado. No livre mercado a distribuição de renda entre as varias ocupações e indivíduos são consequências de sucessivas “recompensas” e “penalidades” expressas em dinheiro e sem relação obrigatória diretamente proporcional com o mérito subjetivo e seus melhores esforços.
Todavia, para o melhor resultado coletivo não basta apenas que o esforço seja compensador, é tão ou mais importante que isto ocorra em um sistema de livre escolha do que se deseja e se pode fazer para que cada um dê o melhor de si com estímulo à própria riqueza. No sistema capitalista tanto as escolhas “livres” quanto os riscos recaem sobre o indivíduo. No sistema socialista a “segurança” é acompanhada de perda de liberdade e riqueza concentrada em poucos agentes políticos e servidores públicos.
Sentimentos socialistas em geral são motivados por insegurança, frustrações e inveja à liberdade possibilitada pela riqueza alheia. Está no direito do empregador (do seu negócio) deixar de dar a importância que dava, a exemplo da reforma da previdência do servidor público com a eliminação da aposentadoria e pensão com integralidade e paridade, além de agravar muito as condições para o direito à aposentadoria a ponto de praticamente extingui-la em valores dignos à utilidade da função pública a que se refere. No setor público as regras do mercado não se fazem notadas de forma clara e rápida. A política capicomunista estatizante brasileira forçou durante muitos anos a quem pode ser empregado do governo. E o próprio governo vendo que todos preferiam a sua dependência eliminou o benefício previdenciário de seus empregados mais privilegiados. O governo estatizante usou a lei de mercado para cortar benefícios acima do mercado. Aquele do qual você mais depende é também aquele que mais pode te prejudicar. A reforma da Previdência é um exemplo notório do fato. O servidor público precavido deve avaliar se a remuneração oferecida para um cargo público onde 400 vagas são disputadas por 38 mil candidatos estão acima ou abaixo do mercado em geral, onde pessoas iguais ou mais qualificadas são consideradas meras peças ‘substituíveis’, pior remuneradas e com pior regras previdenciárias. O mínimo da precaução determina colocar a "barba de molho" e não passar a vida inteira dependente da remuneração de apenas um órgão público. É melhor considerar que nas condições do exemplo o Ente Público poderia pagar menos e não mais do que propôs no Edital.
Há uma desconexão muito grande entre o que se ensina nas salas de aula e o que realmente se deve saber e fazer na vida real. Muitos se dedicam à Teoria que não funciona; outros não sabem “nada”, mas praticam o que funciona.
Ainda predomina no Brasil o sistema
educacional desenhado para um mundo industrial onde as coisas não mudavam
muito, as ‘boas” oportunidades no Brasil capicomunista eram sempre as mesmas e
previsíveis. A vida real aprova e reprova de maneiras completamente diferentes
das instituições de Ensino, e está ficando assim cada vez mais. É preciso um
olhar crítico para o ensino tradicional e cautela para não superestimá-lo. Quantidades
de livros lidos podem ser mais importantes que diplomas. Cada livro lido nos
mostra que o que sabemos é sempre uma fração minúscula do que deveríamos saber.
Muitos PHDs estudaram sem pensar no valor que o
mercado daria ao seu estudo, e tornam-se um “culto” frustrado sem poder no
mercado. O socialista de shopping se nega aceitar esta realidade e sonha com
uma política (um governo) possa ajudá-lo com legislações trabalhistas, previdenciárias,
etc. Ele não aceita que – pelo menos – parte de seu destino depende das
leis de mercado e não de outros humanos. Esse pensamento é imobilizante. É
preciso ter a ambição de resolver a própria vida. O socialista de shopping leva
toda critica para o lado pessoal, isso faz parte da personalidade ‘vitima do
mundo’. As criticas falsas e as verdadeiras machucam igualmente, mas as
verdadeiras podem e devem ser usadas para o aprimoramento. Quando o socialista
de shopping está em cargo de servidor público do fisco, trabalha muito pelo
prazer de perseguir a riqueza.
Empreender
é muito mais arriscado do que ter um emprego. Um cargo público bem remunerado, com aposentadoria e pensão com integralidade e paridade, independente do mérito de ser justo ou não, era algo muito acima do que o empregador (Estado) poderia oferecer, com base nas regras de demanda e oferta por um cargo público. Um
empreendedor não consegue se esconder atrás do trabalho dos outros. Muitas
vezes é difícil medir quem exatamente tem mérito pelo sucesso. Se um produto
vai muito bem, a responsabilidade é dos designers, engenheiros, marketing, ou
do RH que contratou todos? Ou, que percentual atribuir a cada um? E, qual o
risco do próprio patrimônio assumido por cada um no negócio em relação ao
empreendedor? Em suma, é no mínimo dificílimo individualizar o resultado, em
geral, impossível. No serviço público é possível vencer jogando mal, no privado
não. No serviço público a ineficiência demora muito mais para ser evidenciada
do que no empreendedorismo privado. No serviço público adianta contar história,
fazer politicagem, falar mal do adversário, ficar amigo de quem manda, etc.. mas,
a vida do empreendedor privado é como a de um corredor de 100 metros, onde vale
o tempo cronometrado e mais nada ! O preço do erro é muito maior. A exposição
ao fracasso é infinitamente maior. Por outro lado, o prêmio pode ser
proporcional ao retorno. Quase todos os muitos ricos são empresários. Há piada que diz:
É certo
que nem sempre vale a pena empreender. No
mínimo é preciso saber algumas regras gerais para facilitar o sucesso. A regra
de ouro é: 1. Fazer o que gosta; 2. Ter utilidade para o público-alvo; 3. Fazer algo que seja bom para o
público-alvo e para o vendedor, pois é importante para suportar o trabalho no
longo prazo; 4. Possa ter
escala. Ter escala significa poder atender muitos clientes sem precisar
aumentar na mesma proporção ou a mais a estrutura para ofertar o produto ou
serviço. Em outras palavras, não basta
gostar do que faz, é preciso que o público-alvo queira e que possa crescer em
escala. Ilustro: Um artesão não consegue atender dez vezes mais clientes
sem trabalhar dez vezes mais. Pense, agora, em um desenvolvedor de software cujo
aplicativo pode ser usado por uma ou por milhões de pessoas simultaneamente.
Isso é o que fez Bill Gates e outros assemelhados bilionários. Existem inúmeras
atividades que se enquadram em ambos as extremas situações. É certo que cabe a
cada um decidir onde se encaixar e que isso não depende só do querer, todavia,
é preciso estar consciente sobre o que está buscando para não se arrepender
quando já for muito tarde. Não saber (a ignorância) faz parte tanto da receita da felicidade quanto da infelicidade. Não adianta ser apaixonado por algo que o público-alvo não deseja
e/ou não possa haver escala. A falta de escala precisa ser compensada por
elevação do preço do produto ou serviço, mas isto depende das leis do mercado,
da concorrência, do produto ou serviço ser commodities ou não, etc.
A proposta coletivista não é a saída. O embasamento “moral” do coletivismo é totalmente diverso da sua prática e resultados. Reduzir as desigualdades sociais com a ética do coletivismo sempre representou empobrecer todos igualmente (e os pobres amam isso). A política do altruísmo coletivista sempre representou a inversão de valores que só trás benefícios àqueles que estão no poder e àqueles cujos valores são baixos ou inexistentes. A tentativa de estabelecer a igualdade por meio de uma economia dirigida só produziu uma desigualdade oficialmente imposta com a determinação autoritária do status de cada indivíduo na ordem de valores estatizada com desprezo ao senso de verdade, baseados em relações de causa e efeito nunca claras e precisas para os simplórios que terminam por acreditar que tais sofismas são verdades justas por irem também ao encontro das próprias frustrações e inveja à riqueza alheia: viés de confirmação do que já acredita. Teorias socialistas são mentiras inventadas para agradar aqueles que se veem longe de um lugar satisfatório na ordem social, que são enganados tanto com as finalidades últimas das promessas quanto sobre os fatos e as possibilidades em que se baseiam as medidas propostas. Só descobrem a armadilha em que caíram quando já for tarde, quando forem obrigados pelas circunstâncias claramente desfavoráveis para si. A história mostra que os objetivos de seus defensores no poder sempre foram ignorar o indivíduo e absorver tanto quanto possível a sua vida privada, dinheiro e liberdade com desprezo às barreiras da verdadeira moral - Moral Man and Inmoral Society – Reinhold Niebuhr.

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