Aquilo
em que tu acreditas ser verdade é mesmo verdade ou apenas é uma crença aceita
porque te foi ensinada e não te deste ao trabalho de verificar se era mesmo
verdade?
O adágio diz: “A resistência de uma corrente é a do seu elo
mais fraco”. Todavia, o sábio diz: “não
é possível avaliar a força do oceano pela fragilidade de suas espumas”. O
adágio diz: “Devemos ser consistentes para produzirmos bons resultados.”
Todavia, o valor das estações climáticas está na sua inconsistência”. Moral: É
preciso perceber diferenças, sobretudo nas sutilezas da vida. É preciso
refletir sobre as crenças populares das massas.
NATURAL VS ARTIFICIAL
Consideremos
natural tudo o que nasceu de maneira espontânea e não foi planejado de
propósito por uma mente. Nesse sentido, temos a moral instintiva
(autopreservação da vida) e a moral
tradicional - espaço, tempo, cultural – que
evoluiu de forma espontânea, natural, por tentativa e erro. Desde os primórdios
das organizações sociais, existiram regras explícitas e tácitas impostas para garantir uma
convivência pacífica entres todos na coletividade. Não há manuais
de treinamento sobre o assunto. Foi em circunstâncias de perigo que nossos
ancestrais mais distantes desenvolveram habilidades sociais superiores como a
de interpretar os ânimos, as expressões não verbais, de cooperar para a
autopreservação de si e da coletividade da qual dependia. Assim nasceu e
evoluiu a moral, as virtudes, sem livros e manuais de treinamento.
Entenda: o que a fez surgir foi a necessidade da nossa sobrevivência depender
de medirmos os ânimos e opiniões dos outros, de termos muitas tarefas a cumprir
e uma delas sempre foi a de afastar a hostilidade. O surgimento e aprimoramento
da moral já foi uma questão de vida ou morte, literalmente. Nosso sucesso hoje
depende muito também dela, isso tornou-se uma coisa tão automática que muitos não têm a
consciência plena disso e menos ainda das incontáveis oportunidades
desperdiçadas que se acumulam por causa disso, por não cultivar a ferramenta
social da moralidade. A melhor maneira, talvez única, de perceber isso é
experimentando, por tentativa e erro tal como ela evoluiu, prestando mais atenção
ao redor, no comportamento não verbal. Poder-se-ia dizer que o
Direito é “artificial” ao passo que a moral (as virtudes) evoluiu “naturalmente” por erros e acertos, já que ela nasceu de
forma espontânea e não premeditada, planejada, de fonte hierarquizada, e evoluiu da mesma forma sem
nenhuma imposição artificial. Sentimos um
imenso ímpeto para nos considerarmos como racionais, decentes e éticos. Se
fosse verdade, o mundo estaria permeado de bondade e paz. A ética sempre
precisou ser conquistada diariamente por meio de muito esforço e consciência.
Ela evoluiu naturalmente por meio de um processo de aprimoramento com
interações espontâneas, filtrando-se o que mais contribuiu para a sobrevivência melhor de cada um. Há normas jurídicas que coincidem em conteúdo com
regras advindas da moral "natural", exemplo: exclusão da culpabilidade no Direito
Penal relacionadas ao “estado de necessidade” e à “legitima defesa”. Há
elementos artificiais na moral e elementos naturais no Direito. Os
conceitos de “natural” e “artificial” dialogam e não somente no sistema
jurídico, mas em tudo ou quase tudo, fato este que contribui para que se
negligencie e se confunda os aspectos relevantes da evolução cultural e das
tradições que determinaram desde os primórdios e ainda determinam o crescimento da
civilização. Para destacar o fato, observo a dicotomia e os conflitos causados pela “paixão” e a “razão” sobre
assuntos idênticos que, inclusive, faz perpetuar a ‘guerra’ entre os humanos. Com base nestas premissas, até a mera
existência não é capaz de conferir direitos ou reivindicações morais a nenhuma
pessoa contra outra. Nem todas as vidas existentes têm direito moral universal
à preservação. Aquele costume de tribos esquimós de abandonar os membros senis
à morte no início da migração sazonal pode ser necessário para fazer com que
seus descendentes cheguem à próxima estação. Para eles, não é uma mera questão de ser
cruel, egoísta, ou de não ser preocupado com o próximo. O professor
de Harvard Michael J. Sandel, em sua obra “Justiça – O que é fazer a coisa
certa (2016, p.45-47), conta a história de 4 náufragos ingleses que no verão de
1884 se encontravam em um bote à deriva a 1.600 km da costa. Para sobreviverem
até o resgate ceifaram a vida de um do qual se alimentaram. De volta à
Inglaterra, foram julgados por homicídio e a defesa argumentou que, dadas as
circunstâncias extremas, foi preciso eliminar uma vida para salvas três.
A moral é, por
essência, um fato da conduta pessoal e só existe plenamente na esfera em que o
indivíduo tem liberdade de escolha para sacrificar voluntariamente as vantagens
pessoais face à observância de uma regra moral.
Repito: As virtudes não
foram concebidas para satisfazer necessidades particulares previstas, mas surgiram e foram selecionadas em um
processo evolutivo espontâneo baseado em recorrências de certas situações
problemáticas. E grande parte desse conhecimento existe não como consciência de
uma lista enumerável de situações para as quais se deve estar preparado com uma caixa de virtudes, mas
por um processo intelectual fruto de uma adaptação aos fatos que surgem
inesperadamente, dos quais não temos consciência plena, mas que se manifestam
nas nossas ações, e que são valorados de acordo com a importância dos seus
efeitos e a frequência de suas ocorrências.
Política
Socialista no Brasil se refere a propagar falsas promessas de melhorar a vida
dos excluídos propondo tributar mais a
riqueza descumprindo no Direito Tributário a regra da igualdade
perante a lei , justificando isto com a falácia de que rico é um privilegiado e
egoísta malvadão.
Psicanaliticamente somos seres egoístas. Nossas virtudes decorrem do instinto de sobrevivência, de autopreservação. Nada de baboseiras cristãs: pureza da alma santificada (separada) do mal, e blá, blá, blá. Se Freud não fosse de família judaica não teria inventado a psicanálise. O judaísmo não nega e não marginaliza o egoísmo. Nem o Jesus judeu recomendou fazer caridade com a riqueza alheia, fazendo uns de animais de sacrifício de outros. É possível haver ética recíproca entre egoísmos diferentes, o exemplo mais notório é o contrato de compra e venda; amigos praticando esportes competindo entre si, casamentos, os exemplos são muito numerosos. É assim que as coisas boas no mundo foram criadas e funcionam. O egoísmo é a força motriz do desenvolvimento desde que surgiram os primeiros humanos. O discurso altruísta hipócrita do inseguro destrói o que o egoísmo do seguro constrói. Em conclusão: toda essa moralidade socialista de justiça social e fiscal é falsa. É tudo para atender aos interesses de poder de seus políticos. Tal como aquele que se elege falando de fome e após gasta milhões em viagens, talvez desnecessárias, sem nenhuma sensibilidade com a pobreza do país em que foi eleito. Todo coletivo representa a soma do resultado individual. Governo que não respeita o individual não respeita de fato o coletivo. Todo humano só tem o dever de ser honesto uns com os outros e com as regras a que todos estão submetidos, que devem ser iguais para todos. Isso é um princípio libertário de um país que se diz capitalista. O Brasil é capicomunista. Ao que se refere à caridade, solidariedade, generosidade, educação, tolerância, etc. tudo isso deve ficar no campo da liberalidade de cada um. E do governo sem explorar uns em nome da justiça social. O Mundo não precisa do “amor” cristão. O mundo precisa de justiça como diz o judaísmo, o VT. Faz parte da justiça a desigualdade social baseada no respeito à liberdade individual com regras iguais para todos. Essa demanda por igualdade material por meio do governo se assenta na crença de que as desigualdades se devem por interesses dos mais ricos. A realidade mostra o exato oposto.
A cobra que não consegue livrar-se
de sua pele, morre. O mesmo acontece com as mentes que não refletem sobre seus problemas, elas deixam de ser mentes.
[Friedrich Nietzsche]
Os ricos doam naturalmente muito para a coletividade com seu trabalho, consumo, negócios e investimentos, e muitos não são cientes disso. Infelizmente os fatos são vistos e/ou interpretados com distorções cognitivas. Os preconceitos sobre a riqueza criados pela religião do Vaticano distorcem a realidade, causam erros e decisões políticas prejudiciais ao País. Estar ciente deles é o início para começar a neutralizar seus efeitos.
A humildade da religião política do Vaticano não é uma virtude, mas um artifício de um falso valor promovido
para manter as pessoas por baixo, sob controle. E também qualquer atitude
positiva e expansiva é considerada como ingenuidade e otimismo em excesso. Em
suma, tudo para abater a autoestima e controlar pelo sentimento de culpa e menos valia. O rico deve sentir-se culpado de ser rico, e deve concordar em servir de animal de sacrifício para os interesses de outros. Muitos são
educados com a crença de que o verdadeiro sucesso, para durar de verdade,
precisa vir por meio do trabalho árduo e se tornam bastante resistentes a
qualquer outro critério. Os
devotos do cristianismo sentem-se culpados de ganhar dinheiro sem o trabalho
sofrido e marginalizam ainda que semi ou inconscientemente a riqueza pela imagem estereotipada pejorativa que fazem da vida do rico.
A igualdade comumente esconde injustiças. A justiça comumente está imperceptível ou má
compreendida na desigualdade.
O “expert” não destaca que os ricos pagam muito mais tributos e a maioria dos brasileiros nada ou quase nada. A arrecadação decorre praticamente da renda, do patrimônio, do consumo e dos empreendimentos dos mais ricos. No Brasil católico, é mais bonito fazer o discurso hipócrita contra o rico e vitimizar o pobre. Não basta ter conhecimento, é preciso ter senso crítico para delimitar bem a sua aplicação. Basta um mínimo de discernimento para ver a realidade do ensino básico e a população que mais usa os serviços públicos de saúde. Quem mais os frequenta não são familiares de/ou contribuintes do I.R de fato ou de direito.
Em razão dessa perversa influência, a maioria das pessoas prefere se agarrar a certas ideias, muitas adotadas no início da vida e ou porque viram seus pais e avós seguirem. Muitos têm um medo secreto daquilo que é incerto e pouco familiar, substituem a curiosidade pela convicção. Agem como se já soubessem tudo que precisam saber. Mantem-se fiéis às ideias que já perderam a relevância. Aqueles que tendem a operar baseado em posição de medo em relação à vida, querem, até de forma inconsciente, limitar o que veem tanto para si quanto aos outros. A negatividade, a insegurança, o medo, estreitam a abertura da lente das atitudes e da autoestima. A tarefa do leitor interessado no conteúdo deste blog é tomar ciência da sua própria atitude e de como a religião política do Vaticano distorce suas percepções para o pior. A mentalidade anticapitalista brasileira é vitima do Vaticano e até de forma inconsciente ou semiconsciente. É difícil observar isso no dia-a-dia porque é algo muito internalizado na mente da quase totalidade dos brasileiros, e suas causas e efeitos já não são nem percebidas. O primeiro passo é ter consciência disto, depois estudá-lo com profundidade.
O vaticano e a lei penal
Os “progressistas” perguntam: “Se os bilionários doassem 20% de sua
fortuna, a fome acabaria?” Em 2018, o cenário global contava com
aproximadamente 2.200 bilionários, indivíduos cujas fortunas ultrapassavam a
marca de US$1.000.000.000, totalizando uma riqueza combinada de cerca de US$9,1
trilhões. Considerando 20% desse montante, teríamos a cifra de US$1,82
trilhões. De acordo com a FAO, a realização do objetivo "Fome Zero". Até
2030 demandaria um investimento anual de US$267 bilhões. Essa alocação de
recursos seria destinada a fomentar a agricultura sustentável, programas de
amparo social e apoio ao desenvolvimento rural. Agora, em 2023, se
persistíssemos com esse aporte anual de US$267 bilhões até 2030, somaríamos um
investimento total de US$1,869 trilhões. Essa quantia é apenas um pouco superior (US$49
bilhões a mais) aos US$1,82 trilhões, que representam 20% da fortuna total dos
bilionários ao redor do mundo. TODAVIA,
poder-se-ia afirmar que se todos os
bilionários do mundo contribuíssem com 20% de suas fortunas seria possível que
essa condição de “fome zero” se sustentasse sem a necessidade contínua de
recursos dos bilionários? Obviamente
que não! Não seria autossustentável tanto porque os bilionários não
poderiam distribuir dinheiro dessa forma teórica como os beneficiados nos
países pobres africanos iriam agravar ainda mais a taxa de natalidade absurda
que já possuem. O combate à fome não depende somente de dinheiro dos ricos.
A função de um
governo não é fazer “justiça social” perseguindo os mais “ricos” em prol do
combate à pobreza, fazendo caridade tratando uns como animais de sacrifício de
outros sem o consentimento dos sacrificados, etc.. A função social primordial do
governo é proteger a liberdade individual para que cada um possa prosperar com
seus talentos, interesses, possibilidades com
a ferramenta da igualdade perante a lei sem discriminar pobres e ricos, sobretudo
nos tributos. Combater a corrupção e a ineficiência nos gastos públicos,
investir em educação e saúde públicas para reduzir o custo de vida de todos
ricos e pobres.
Deus, em sua sabedoria, compreendendo que a igualdade de condições geraria confusão no mundo, ordenou a desigualdade, entre estas estão a riqueza e a pobreza. Mateus 26:11 afirma que: “pois os pobres vocês sempre terão consigo”. Em outras palavras, a pobreza é uma parte inevitável da ordem social.
Os socialistas
farão de tudo para demonstrar apreço pela “justiça social”, exceto descer das costas dos ricos.
Se alguém comum do povo considera uma proposição falsa como verdadeira, a proposição não sofre danos e apenas aquele que se engana. Todavia, quando o engano está na política o dano pode ser muito amplificado a milhares de pessoas. A mistura explosiva de ignorância e poder está destruindo o Brasil. O populismo político socialista defende igualdade material para todos independente de sua conduta, sua natureza, seus interesses, suas circunstâncias, de sua participação no coletivo. À luz da moral espontânea que produziu a ordem da civilização, os socialistas, na verdade, incitam os indivíduos a infringir a lei. Os direitos derivam de relações nas quais o requerente é parte por contribuir para a sua manutenção. Em tese, não cabe à sociedade a manutenção de pessoas que com ela não contribuem quando, em tese, poderiam contribuir. Exemplifico: é uma ofensa à coletividade o direito de alguns serem isentos do Imposto de Renda à custa de outros contribuírem mais, baseados na "moral" solidária artificial imposta baseada em uma suposta arbitrária e artificial fragilidade ou "merecimento". O princípio da isonomia tributária (tratar os desiguais na medida de suas desigualdades) é uma farsa igualitária tributária injusta porque implica em uma solidariedade forçada fazendo uns de animal de sacrifício de outros. É indigno se beneficiar a custa de vantagem imoral, e isso serve tanto para os governados entre si quanto para o Estado com seus governados. Certos pensamentos não tem nenhuma lógica verossímil, são apenas sofismas. As aparências enganam. É preciso definir certo as coisas; do contrário, constrói-se conceitos em bases falsas. Esse critério "isonômico" não deriva da ciência econômica, mas sim do Direito Canônico do Vaticano. Esse critério tributário de "igualdade" ofende o mais produtivo e é uma ofensa clara aos princípios libertários e da verdadeira igualdade perante à Lei. O brasileiro precisa de clara garantia constitucional à liberdade individual na economia. O Brasil precisa afastar a cultura católica capicomunista e de proteção ao Estado ineficiente e corrupto para prosperar. É preciso estimulo à prosperidade individual para a melhor prosperidade coletiva. Nada é gratuito, pois tudo o que o Estado oferece advém de tributos pagos pelo esforço físico ou intelectual de alguém. Não existe “dinheiro público”, mas apenas “dinheiro do contribuinte”. Ninguém pode ser isentado das regras (os pilares) sobre as quais a civilização repousa, exceto alguns raros casos; exemplo: a aliquota para o IR e G.C deveria ser única igual para todas as hipóteses tal como é no Paraguai, sem progressividade e sem isenção. É preciso estar muito ciente disso para considerar até a distribuição de benefícios gratuitos pelo Estado àqueles que vivem no ócio. Não questiono o direito de nenhum indivíduo retirar-se voluntariamente da civilização, mas do “direito” legal que essas pessoas têm sobre o direito de outros que não se retiraram. O paradigma do primado da lei não é perfeito, até porque isso não existe em estado puro, mas na forma de o “melhor nas circunstâncias”. Não garante todas as liberdades individuais, mas pode minimizar o ataque a essas liberdades individuais ou prejudicá-las.
Faça uma analogia com o problema indicado no vídeo acima com um governo planejando de forma centralizada a "justiça" distributiva da riqueza e a economia.
Estamos sujeitos a forças profundas e que operam fora do nível da nossa consciência. Nós apenas somos capazes de ver seus resultados. Compreenda claramente que a vida é cheia de eventos indiferentes, impessoais, neutros. Apenas está no poder de cada um fazer o melhor uso deles. Nem todas as oportunidades são oferecidas pela razão ou qualquer outra arte, muitas decorrem do acaso. Em tempos antigos, o sucesso e o fracasso recaíam também sobre os deuses ou espíritos malignos. Hoje os “progressistas” atribuem o fracasso à política em prol da liberdade individual e ao liberalismo econômico. Como pode o Estado fazer “justiça social” de forma personalizada para milhares de pessoas com características, interesses, desejos, e circunstâncias tão fragmentadas e muitas influências aleatórias favoráveis e desfavoráveis significativas na vida de cada um. Como pode julgar com base "em tese" na meritocracia da vida alheia. Nunca faltarão razões para a ansiedade, esteja vivendo na prosperidade ou na miséria. A vida avança em uma sucessão de envolvimentos planejados e controlados, mas também espontâneos e imprevisíveis com resultados também imprevisíveis favoráveis ou não.
É preciso
compreender que a posição social de uma pessoa não depende somente de outros e de quem lucra com o
trabalho dela, e que o Estado nada pode fazer de forma direta por cada um de
seus cidadãos intervindo com racionalidade arrogante no contexto social e
tributário para produzir igualdade material, nem mesmo para reduzir de forma significativa a desigualdade. Ninguém pode fazer a outro o que o outro mesmo não deseja a si ou que somente o outro deve fazer por si a fim de não sacrificar outro(s).
Como pode aquele que não busca ter uma parte igual em relação àquele que
busca? Muitos não querem pagar o preço,
e ainda assim receber. Pessoas
diferentes foram feitas para coisas diferentes. Humanos não foram feitos
para serem iguais. A desigualdade é uma importante fonte do aprimoramento moral
e do desenvolvimento, sentido amplo.
Existem coisas que estão em nosso poder e outras que estão além do que podemos. É preciso saber reconhecer: isto não é para mim! E não invejar para quem seja. Há questões que estão no poder individual (ideias, opiniões, objetivos, desejos, a aversão) e muitas que não estão, pois são produtos de circunstâncias alheias à exclusiva vontade individual. Só estão no poder individual as reações a estas circunstâncias aleatórias, com base nos valores, interesses e possibilidades de cada um. Quando os interesses individuais são substituídos coercitivamente por uma ética alheia, de interesse de grupo difuso à do individual entra-se nos devaneios socialistas do altruísmo-coletivo e o desenvolvimento fica engessado. Aqueles que negam os direitos individuais não podem se declarar defensores das minorias, a célula de todo coletivo é o individuo. É da cultura do "progressista" a fiscalização permanente da vida privada e o desejo totalitário de criar uma opinião comum quanto ao ‘status’ desejável para os diferentes indivíduos da sociedade, especialmente no que se refere à renda e acúmulo de riqueza, usando como desculpa o interesse dos mais pobres, prometendo a estes uma distribuição da riqueza de acordo com sua ideia própria de justiça que - na prática – sempre se revelou uma falsa filantropia absurda e persecutória à riqueza para agradar a inveja e o ressentimento dos ignorantes e frustrados que sempre foram os mais numerosos. A grande questão (interesse) que subjaz o discurso altruísta-coletivista é o interesse na imposição de pautas salvadoras de “terceiros” [a falsa filantropia] a partir de uma intromissão agressiva na vida individual dos tachados de "privilegiados", naquilo que cada um produziu, conquistou, construiu com um próprio e sacrificado empenho. O resultado mais do que esperado: ampliar a progressividade da alíquota do IR, G.C, o limite da isenção para os considerados “desfavorecidos”, não combater os gastos supérfluos, a ineficiência e a corrupção, distribuir bolsa família para comprar voto dos “excluídos”, e tributar herança dos mais ‘ricos’ com base em argumento de julgamento meritocrático arbitrado para fins de confisco patrimonial. Este é o resultado do combate as “injustiças” sociais de forma populista, arbitrária, não espontânea, centralizada, planejada e materializada na Lei com regras absurdas objetivando promover a “igualdade” ou a “redução de desigualdades” social. Por trás de todo esse absurdo pró “justiça social e fiscal” há uma mentalidade determinada por uma cultura submissa aos interesses da religião política do Vaticano cuja imunidade tributária depende da ignorância, miséria e do caos social. O Papa Francisco é quem melhor expressou a essência desta cultura com a sua frase “a riqueza é o esterco do diabo”. Talvez não haja resumo mais perfeito da morfologia social que distingue a cultura brasileira em relação ao dinheiro do que essas palavras de Bergoglio: “A riqueza é um pecado.” A riqueza de todos exceto a do Vaticano.
Durante séculos existiu a cumplicidade explícita entre governos e o Vaticano, com este controlando as massas para o Governo. A história mostra que o objetivo do Vaticano não é levar saudações messiânicas às casas das famílias pobres, mas sim saudações mercenárias. Há humanos que se sentem atraídos pelas trevas e ainda trabalham para estendê-las a todos. A riqueza que os brasileiros “progressistas” mais rejeitam é aquela produzida como resultado de um sucesso legítimo. Ao tipo de “rico” que obteve sua riqueza através do sucesso na vida profissional legal. Paradoxalmente, não há condenações firmes contra aqueles que, de forma obscena, ostentam a riqueza que obtiveram como resultado de atividades ilícitas, quer provenham da corrupção pública ou de atividades criminosas “privadas”, tais como como traficantes de drogas ou criminosos comuns, talvez em razão de considerarem estes criminosos como “vitimas da sociedade capitalista”. É preciso haver um mínimo de consenso sobre a limitação da autoridade do Estado e a defesa da liberdade e responsabilidade individual. A democracia deveria operar para proteger a liberdade individual, mas tornou-se um sistema em que as questões são resolvidas de acordo com as crenças da maioria, que no Brasil são muito influenciadas pelos interesses da religião política do Vaticano e pela ignorância da maioria e, portanto, capicomunista com muita parcialidade e arbitrariedade nas ações do governo contra a riqueza e outros aspectos. Para obter simpatia do coxo, mancam diante dele fingindo solidariedade e/ou criticam seus opostos que realizam seus desejos não satisfeitos. Não se deve subestimar a força da mentira na política do Brasil.
A justiça não impõe aos indivíduos o dever geral de prover outras pessoas. A solidariedade individual deve ser voluntária. Não faz sentido falar de um direito a uma condição particular que ninguém tem a obrigação ou poder de fornecer. Não faz sentido que o Governo institua Lei motivada por critério arbitrário de "meritocracia" para tributar herança, ou de isentar parcela de trabalhadores da incidência do imposto de renda à custa da contribuição maior de outros com considerações subjetivas de "merecimento". Fundamentar obrigação tributária com argumentos 'meritocráticos' equivale a permitir que a balança do governo pese tesouros desconhecidos de seus governados. Aquele que veste a moralidade como se fosse a sua melhor roupa, estaria melhor nu.
Não basta ser legal, é preciso ser moral ao tratar os desiguais na proporção de suas desigualdades, seja no campo tributário ou fora dele. Não se deve inventar 'igualdades' artificiais para tributar uns mais que outros com falácias de "isonomia", "capacidade contributiva", "justiça distributiva".
Os humanos julgam as coisas pela percepção que têm delas em face de seus próprios valores, e dependendo dos valores, são facilmente manipulados pela mídia. O que fere não é a situação em si, mas a visão que se tem dela, não se pode deixar afetar pelo irreal para não ser vencido pelo mal aparente no interesse de outros. Aquele que atribui liberdade às coisas preocupa-se em distinguir o que pertence aos outros. A vida representa um desempenho contínuo de atos de valor para si e pessoas a que cada um se relaciona. Para isto, o básico necessário é saber distinguir o correto do incorreto, o possível do impossível. Os simplórios de cultura e senso crítico são facilmente enganados por falácias moralistas. É típico de uma pessoa infeliz e frustrada reprovar os outros por seus próprios infortúnios. O sábio não se envaidece com a própria excelência e não inveja e deprecia a excelência de outros. Se cada um ambicionasse apenas ser o melhor de si mesmo, o mundo necessitaria de menos solidariedade.
É preciso respeitar as diferenças individuais, suas diferentes habilidades, possibilidades, interesses, circunstâncias e resultados.
É fundamental entender a cultura que criou, mantém e incentiva o capicomunismo brasileiro, como ela colore as percepções das massas de incautos e faz o coletivo ignorar o individual. Falar de justiça sempre implica em que alguma pessoa, ou grupo de pessoas, deveria ou não ter realizado alguma ação. Esse dever, por sua vez, pressupõe o reconhecimento de normas que definem um conjunto de circunstâncias em que determinado tipo de conduta é proibida ou exigida. Todavia, no que se refere à “Justiça social” tão utilizada como ‘cortina de fumaça’ para os torpes interesses da política “socialista”, “progressista” é preciso saber que a coletividade humana representa uma ordem espontânea onde a posição de cada indivíduo é resultante tanto de ações conhecidas quanto desconhecidas de alguma outra pessoa ou por ação conjunta de diversas outras. Em razão dessa realidade insubstituível por outra dos sonhos dos utópicos e também incontrolável, ninguém tem a responsabilidade ou possibilidade de assegurar os resultados específicos para cada indivíduo, nem mesmo cada um para si, basta considerar a existência do aleatório a favor e contra. Muito menos os políticos deveriam supor essa possibilidade tal como a ignorância leva a acreditar que poderiam, ou a pura má-fé em enganar o eleitorado incauto, e até mesmo boçal. Em uma ordem espontânea, não pode haver um Estado determinando a situação de qualquer indivíduo em face de outros. Também não pode haver um Estado que sirva de ‘hedge’ para os infortúnios particulares, individuais. Isto é uma proposta falaciosa, fraudulenta ou utópica. Cada um está vinculado a oportunidades, circunstâncias, habilidades, interesses e submetido a riscos aleatórios sobre os quais nenhum governo pode intervir para controlar ou produzir resultados particulares, individuais. Por isso, as normas devem ser gerais, iguais para todos, uniformes. O correto é trabalhar para melhorar as condições gerais do Brasil ineficiente, corrupto, cleptocrata, e investir em saúde e educação públicas para reduzir o custo de vida geral do povo. É muito comum o uso puramente errado ou de má-fé do termo "justiça social". Os resultados diferentes individuais podem ser classificados de bons ou ruins, mas jamais de justos ou injustos. O Estado não deve ter responsabilidade vinculativa / direta. O egoísmo dos socialistas é desejar um Estado que lhe sirva em todos os interesses, desejos e até devaneios, de forma particularizada, individualizada. Eles desejam um Estado do tipo alfaiate ou costureira. Desigualdade social não está no campo da justiça ou injustiça. Ela em si não é causa de problemas. Ela é produtora de inveja que é o principal combustível eleitoral dos políticos “socialistas” para jogar pobres contra ricos. Conforme dito, em uma ordem espontânea não pode haver norma que determine qual deve ser a posição de qualquer pessoa, nem para criar ajustes particulares para um ou alguns. Isso caracterizaria a arrogância intelectual da mentalidade anticapitalista. Em uma ordem espontânea ainda que todos contribuam de forma justa (ou não injusta) em relação às normas a que todos estejam igualmente submetidos a situação resultante nem sempre corresponderá ao objetivo pretendido das ações individuais, logo as particularidades não podem ser justas ou injustas apenas porque o resultado da ação de alguém não for o pretendido. A isto se deve denominar de bom ou ruim, jamais de justo ou injusto. Exemplo: A tem muito e B pouco; embora B desejasse ter demais. Não menos importante, vale observar a desigualdade a que todo rico está compulsoriamente submetido: Ele contribui de forma imoral, desproporcional em relação aos demais cidadãos, com: bolsa família, Lei Rouanet, minha casa minha vida, hospitais, escolas, universidades, para compensar as alíquotas menores e as isenções do IR e do G.C e as imunidades das instituições religiosas bilionárias, Sindicato e ONGs, entre outros. Por fim, o Brasil está sendo destruído pela inveja dos pobres, pela ignorância dos ricos e pela ignorância e má-fé dos políticos.
O Poder Público não pode desconsiderar para sua própria administração a MORALIDADE, em sentido amplo. Os gastos com os Poderes da República não são exceção a esta regra.
Para aquele político
que considera possível a Lei arbitrar a meritocracia na vida alheia e que o Estado deve colocar na conta dos "ricos" a responsabilidade pela desigualdade material, deveria
também demonstrar como proteger o governado da proposta legislativa de um bonito(a) que inveja o (a)
feio(a)? E daquele que chega mais cedo ao banquete e, quando bem alimentado e
cansado, diz que todas as festas são violações e todos os festejadores
violadores da Lei? E daquele que está sob a luz do sol, mas de costas para ela
só vê sua sombra, considera o sol apenas
um lançador de sombras, e faz somente desta sua lei? Como julgará os que
caminham de frente para o sol? E do julgador que vê o rico como alguém que realiza seus
desejos não satisfeitos? Na vida sempre houve escravos que não se
importam em se humilhar diante de um tirano e ainda o louvará apesar dele
chicoteá-los. Muitos – por inúmeras causas - não têm a liberdade como meta e realização.
É preciso proteger quem semeou mais e melhor dos seus opostos. É preciso estimular a semeadura e protegê-la com base no livre mercado e respeito à liberdade individual e as desigualdades relacionadas aos diferentes resultados no jogo da vida com regras iguais para todos.
Frequentemente a natural meritocracia faz com que principescas riquezas sejam dissipadas quando chegam às mãos de um mau proprietário. Por outro lado, muitas outras, embora limitadas, mas confiadas a um competente guardião, aumenta com o uso. Esta é a meritocracia a que todo tipo de riqueza está naturalmente submetida em uma sociedade tributada abusivamente em nome da “justiça social e fiscal”, submetida a competição sob risco permanente de falência, de perda total com transferência forçada de propriedade.
A VACUIDADE
CONCEITUAL
O mau entendimento a respeito dos conceitos de mérito e valor favorece a manipulação política baseada em falsas premissas e sofismas que ameaçam às liberdades individuais, pois levam a situações de desigualdades perante a lei. O modo mais comum dessa ameaça se apresentar é através do uso demagógico do clamor por “justiça social”, “igualdade”, e “justiça distributiva” da riqueza". O argumento mais comumente associado ao conceito de “justiça social” é o igualitarismo. Essa demanda por igualdade material se assenta na crença de que as desigualdades existentes se devem a decisões de alguém. É como se a ordem social de um mercado livre fosse personificada e, assim, atuasse como um ente provido de moral, cujos efeitos positivos e negativos sobre diferentes indivíduos decorressem de atos de vontade ou deliberação de alguém ou alguns, e, sendo assim, também pudesse ser ordenada racionalmente por um poder político que seria capaz de transferir de forma 'justa' a riqueza dos "privilegiados" para os "excluídos" de forma direta (ex. bolsa família) ou indireta (ex. alíquotas progressivas para o IR, etc.) e julgar como justa ou injusta a distribuição da riqueza e da herança. O sistema tributário brasileiro não está norteado puramente pela ciência econômica, mas muito em pontos de vistas pessoais e julgamentos morais subservientes aos interesses da religião política do Vaticano, onde o contribuinte é um mero escravo passivo inconsciente desta subcultura no papel de alvo conveniente para a raiva e frustração dos auto ungidos “progressistas” vaticanizados, que atuam para o público fazendo um espetáculo da sua “progressividade” ou “benevolência” apenas para disfarçar melhor a própria sombra. Quando a política deseja resolver as questões distributivas da riqueza “por seus méritos artificiais” a liberdade está sendo sacrificada. O que é recebido de prejuízo ou benefício por cada indivíduo diferente resulta de um processo sobre o qual ninguém tem o controle total sobre a vontade, a previsão e os resultados, às vezes, nem o próprio individuo que pode ter a situação determinada por um grande infortúnio sob o qual não tem controle: exemplo: guerras e eventos naturais de força maior, etc.
A história do vídeo acima induz ao preconceito de tratar-se de desconhecimento e irresponsabilidade financeira, todavia, que justiça haveria em considerar isso como a única verdade e ainda estendê-la para a vida de todos? De fato, a ‘ordem’ no mercado econômico livre é um sistema impessoal, espontâneo e autorregulado, que não detém atributos morais e, portanto, implica em que exigir “justiça” material e distributiva de tal processo é claramente um absurdo. A dispersão do conhecimento faz com que seja impossível uma autoridade central organizar a sociedade por meio exclusivo da razão do tipo construtivista. Por meio das interações espontâneas os indivíduos aprendem os melhores usos do conhecimento limitado que têm, em um processo não deliberado ou planejado de formação de regras formadas grande parte espontaneamente e que são seguidas e aprimoradas pela razão do tipo crítica ou evolucionista muitas vezes sem que sequer se perceba como surgiram. O racionalismo crítico ou evolucionista defende que, perante as limitações cognitivas, a ordem espontânea entre indivíduos é a forma correta de utilizar o conhecimento limitado existente em cada um: livre mercado e respeito à liberdade e ao sucesso individual. O conceito de 'justiça social' não tem sentido em um sistema que depende muito de interações espontâneas e regras evolutivas naturais no qual a posição de cada indivíduo é o resultado das ações de muitos outros indivíduos e ninguém tem a responsabilidade ou poder de assegurar a uma pessoa um resultado particular. A posição de cada indivíduo na sociedade não pode ser classificada como justa ou injusta de modo arbitrário por alguém, ou uma assembleia ou um Governo (Lei) baseado em conhecimento incompleto dos fatos inerentes ao julgamento. O exemplo mais grotesco desse erro é o argumento “meritocrático” para tributar heranças. A justiça distributiva é análoga a um jogo cujos participantes dependem parcialmente de habilidade e parcialmente de sorte, consequentemente, o resultado não poderá ser sempre previsível, ou garantido 100% por ninguém. Inúmeras circunstâncias que tornam os serviços de uns mais valiosos que seus pares, ou que torne desejável que ele mude a direção de seus esforços, não são do exclusivo desígnio humano ou humanamente previsíveis. Em uma sociedade livre a posição dos diferentes indivíduos e grupos não é resultado de um projeto de acordo com um princípio aplicável de maneira geral. Em outras palavras, os destinos de cada indivíduo diferente não seguem um padrão que se possa identificar e associar com princípios de justiça. Pensar no sentido oposto implica em acreditar que alguém deve ser culpado por tudo que é considerado arbitrariamente como injustiça distributiva.
O Estado “progressista” ineficiente e cleptocrata brasileiro é o maior responsável pela desigualdade social. É um genocida intelectual. E ainda coloca a culpa nos "ricos" que conseguiram salvar-se em meio aos obstáculos das legislações tributária e trabalhista capicomunistas. A massa incauta aceita a realidade sem questionar a incoerência dos fatos. A inveja e o populismo político fazem transferir a culpa e 'a conta' da pobreza e da ineficiência do Estado para os ricos.
A única certeza em que devemos depositar esforços é que o governo crie regras justas, que ninguém trapaceie e que todos os participantes ajam segundo as mesmas regras de conduta; que sejam ‘iguais perante a lei’. A única justiça social que se deve esperar da liberdade individual no livre mercado é a justa conduta de cada participante conforme suas regras libertárias. Nenhuma conduta particular ou do governo pode por si produzir padrões de distribuição material igualitário sem ser injusto com quem obteve mais. Adam Smith [1723-1790] percebeu que bons produtos e serviços surgem no mercado livre não pela benevolência, mas pelo auto interesse. A verdade importante a ter em mente é que não devemos contar com a benevolência ou inteligência de alguém ou alguns anulando o interesse próprio dos agentes econômicos em nome de um bem coletivo abstrato maior. Menos ainda devemos esperar da benevolência governamental e menos ainda da brasileira.
ALÉM DE UM
CONCEITO VAZIO
Além da
vacuidade do termo, existem os riscos que tal visão impõe à sociedade por
aqueles que o usam como pretexto para coagir outros humanos. Muitos dos que demandam
por “justiça social” são movidos por interesses inconfessáveis e não pela
utopia do igualitarismo ou 'sonhos de um mundo melhor.' Os argumentos na “justiça
social” são, provavelmente, as mais graves ameaças aos valores de uma civilização livre. Em nome de um desejo ‘virtuoso’, seriam
produzidos efeitos extremamente nefastos, particularmente, a destruição do
ambiente indispensável para o exercício dos valores morais da liberdade
individual e de outros valores que contribuíram para o desenvolvimento humano.
Infelizmente lutar por algo utópico também pode produzir graves danos. Embora
seja certo que as condições iniciais do indivíduo, afetadas por seu ambiente
físico e social, exercem impacto nos seus resultados, não se deve ignorar que muito do que parece reivindicação de distribuição
mais justa é, na verdade, movido por motivos indignos originados exclusivamente
da inveja e ou propósitos tirânicos, que se não podem ser praticados com grande
intervenção nos meios de produção os “progressistas” justiceiros sociais tentam
praticar por meio da tributação desfavorável à riqueza, em nome da igualdade artificial forçada denominada de isonomia que se refere ao bonito argumento de tributar os desiguais na proporção de suas desigualdades, como se ter mais, ganhar mais, fosse algo sem custo ou risco algum. A partir do
apoio a essa visão “progressista” o
Brasil está se transformando de uma sociedade governada por princípios de
conduta individual justa, em uma
sociedade que delega o dever da “justiça distributiva” a autoridades com
poder de decidir sobre a meritocracia na vida alheia e o quanto os governados devem enriquecer.
A “JUSTIÇA SOCIAL” DA
AUTORIDADE "PROGRESSISTA" DE UM PAÍS COM SISTEMA POLÍTICO E ECONÔMICO CAPICOMUNISTA .
O termo “Justiça Social” só faz sentido em uma economia dirigida militarmente centralizada, pois exigirá que o processo produtivo seja totalmente planejado por alguma autoridade. E além de não garantir a igualdade material também é incompatível com fatores que promovem o desenvolvimento humano, social, econômico e a liberdade, pois impede que os indivíduos ajam com base em seus próprios talentos, conhecimentos, possibilidades, etc. o que é a essência da liberdade e motor do desenvolvimento humano, em sentido amplo.
Qualquer modelo de distribuição de riqueza preconcebido é irreconciliável com a liberdade e as diferenças individuais. Regras preconcebidas devem ter limites. Como ninguém tem efetivamente todo o conhecimento acerca das milhares interações humanas, as decisões de um governo para este fim seriam necessariamente baseadas em preconceitos e arbitrárias acerca do mérito de cada um. Na verdade o que acontece é que a reivindicação de igualdade é o objetivo falso declarado da maioria que deseja impor à sociedade um padrão preconcebido de distribuição da riqueza alheia, e impedir que os indivíduos se valham de seus talentos, sua sorte, ou o azar de outros em suas livres decisões, fato que necessariamente implica em perder a regra da igualdade perante a lei. Se para se ter igualdade material, pessoas devem ter privilégios à custa de outros, a sociedade não é nem livre nem moral. Exemplos: tabela progressiva de alíquotas para o IR, bolsa família, tributação de herança. Inventam classificações para justificar fazer os arbitrariamente tachados de “ricos” serem tratados como “animais de sacrifícios”: tributação simétrica (relação direta com o patrimônio), ou assimétrica. Como se não tributar a herança ou aplicar uma alíquota igual para todos no imposto de renda fosse uma heresia, algo inadmissível contra a moral do Vaticano , e até um crime! A justiça é a simetria: cobrar mais de quem tem ou ganha mais. Para ficar de acordo com o Direito Canônico do Vaticano e não com a Ciência Econômica. A justa igualdade perante a lei, que a liberdade exige, conduz à natural desigualdade material. No mundo utópico, ainda que todos ganhem igual, estas serão obrigadas a fazer trabalhos desiguais, ou seja, ainda que não haja desigualdade material, as pessoas seguirão sendo desiguais. No sistema totalitário ainda que haja a utópica plena igualdade para a maioria esta estará submissa ao comando de alguma elite decidindo sobre suas atividades e liberdade.
MÉRITO, REMUNERAÇÃO
e VALOR
Como muitos ‘moralistas’ estão preocupados com “justiça social” e “justa retribuição” qual seria a justiça social, o mérito e a “justa retribuição” de algum(ns) sobre aquilo que outro(s) contruiu(ram)? Exemplo: O que vai garantir a recompensa para o construtor e transmitente da herança não é simplesmente ou unicamente as necessidades dos beneficiados. E é este valor pessoal imensurável aos olhos de outros que impulsiona os esforços para a prosperidade individual, familiar e, portanto, da nação. Na medida em que as pessoas têm a liberdade de usar capacidades e conhecimento dos fatos não conhecidos por todos, não há condições de julgar o mérito de suas realizações. Uma sociedade livre se caracteriza pelo fato de que a posição de um indivíduo não deve depender, necessariamente, da opinião que os outros tenham sobre o mérito por ele conquistado. O julgamento do mérito da vida alheia depende de variáveis e condições não disponíveis ao julgador, cujas ausências constituem a principal justificativa da liberdade. Exemplo, em uma compra e venda os interesses das partes envolvidas não são totalmente conhecidas por todos. Em uma sociedade livre, as pessoas usam de conhecimentos e estratégias que estão fora do controle dos outros, por isso, não é possível distinguir quanto do sucesso de alguém se deve às suas circunstâncias, ao acaso e ao seu esforço. Pode-se medir objetivamente e precisamente o resultado, mas não subjetivamente o esforço empregado em um trabalho. Ademais, o que obviamente todos deveriam buscar não é a conquista máxima de méritos subjetivos, mas um máximo de utilidade com um mínimo de esforço e sacrifício, a herança transmitida tem esse papel tanto para a subjetividade do transmitente quanto para o beneficiário. O mais elevado objetivo moral do trabalho é maximizar o lucro e minimizar o custo para proteger a si, a família e o negócio gerador da renda. E a coisa certa a se fazer é aquela que maximizará a utilidade do esforço do trabalho. O objetivo moral do termo “utilidade” é colocar o certo acima do errado, o lucro acima do prejuízo, o prazer acima do desprazer. Na medida em que as pessoas devam ter o direito de usar suas capacidades e conhecimentos que nem todos tenham ou conheçam, não existem condições justas e morais de julgar-se o mérito das realizações alheias. A realidade mostra que não é possível conhecer e quantificar quanto à produção de um bem ou patrimônio é afetado pelo esforço, interesse, habilidade, necessidade, desejos, circunstâncias, etc. logo uma análise racional para definir o valor subjetivo para quem o construiu também é igualmente impossível. O clamor pela “justiça distribuitiva” da riqueza é alimentada pela crença de que somente atividades desonestas podem gerar muito dinheiro e que, em razão disso, os ganhos vultosos e as riquezas vultosas das grandes fortunas estão sempre manchados pela ilicitude e deveriam ser "repartidos" pelo Estado com os excluídos e não somente gastos, investidos e transmitidos por herança pelos seus possuidores. Em suma, deveriam ser tributados abusivamente pelo Estado para serem gastos em prol dos mais pobres. Essas crenças também fazem surgir queixas sobre injustiça da remuneração, que só poderia ser “igual” para todos anulando-se a liberdade e o livre mercado.
O VALOR NA LEI DO
MERCADO LIVRE
É um grave erro que se comete ao personificar o termo “mercado” para demandar “justiça social” no que se refere à distribuição de riquezas. O mercado não é um ente racional, mas uma ordem estruturante de ações que resultam na obediência de regras abstratas por seus membros, cuja valorização nas trocas de serviços e produtos ocorrem de formas diferentes, no qual não é possível quantificar o esforço, interesse, habilidade, necessidades, desejos, etc. de cada agente envolvido. Além disso, as remunerações que indivíduos e grupos recebem no mercado livre são determinadas também pelo que esses serviços valem para aqueles que os recebem e não por algum fictício valor para a sociedade ou para quem o vende. O livre mercado pode fazer com que o preço fique abaixo do custo de produção. As reclamações relacionadas a remunerações consideradas “injustas” deve-se também ao fato de acreditar-se que o sucesso ou fracasso de alguém deve ser diretamente proporcional ao esforço empreendido, sem a interferência de sorte ou azar (do acaso), como se o mérito devesse ser sempre recompensado. O quanto o consumidor valoriza o que alguém produz, qualquer que seja o motivo, é o que vai garantir a recompensa para quem produz e indicará a direção dos seus esforços e não apenas suas boas intenções ou necessidades. O fato é que não há o poder de assegurar que os resultados obtidos correspondam aos nossos desejos e que possa ser garantido recompensas sempre proporcionais à habilidade e ao esforço no mercado. Muitos são levados a uma confiança exagerada e ao falharem sentem-se injustiçados. Uma sociedade na qual a posição dos indivíduos tivesse que corresponder a conceitos humanos de mérito moral seria justamente o oposto de uma sociedade livre. Seria uma sociedade em que as pessoas receberiam recompensa pela obrigação cumprida e não pelo resultado, e na qual o individuo estaria isento de responsabilidade e do risco de decidir. Na realidade, ninguém sabe qual o valor subjetivo moral para os outros de cada ato negocial praticado até que o mercado informe na prática do próprio negócio em si apenas o preço que representa o valor objetivo. E, também, seria autoritário porque implicaria que todos devessem concordar com a opinião de quem decide, sem apresentar razões que não seus próprios preconceitos.
A IGUALDADE
PERANTE A LEI
A liberdade e
igualdade perante a lei não existe por sermos iguais ou para termos riquezas
iguais, mas por sermos diferentes. Não é por esta presunção de igualdade ou por
pretender tornar os humanos iguais que o Estado deve produzir regras para tratar todos da mesma
maneira. A se crer nessa premissa – obviamente falsa – de igualdade e, por
isso, devemos ser tratados de maneira igual, estariam justificados tratamentos
desiguais sempre que diferenças factuais sejam provadas. Essa equivocada crença é o que
motiva o 'princípio da isonomia' no Direito Tributário cujo objetivo é tributar
desigualmente a riqueza de forma arbitrária com a desculpa de ser critério de igualdade e justiça tratar
desigualmente os desiguais na condição de 'contribuintes', exemplos: tabela progressiva de alíquotas do
I.R e imposto sobre herança. Em suma, usa das diferenças para
justificar tratamento desigual e explorar uns (justiça fiscal) em nome de outros (justiça social). Isso é notoriamente uma injustiça fiscal e social e
ofensa grave à liberdade. É essencial à reivindicação de igualdade perante a
lei na tributação que as pessoas sejam tratadas do mesmo modo, embora sejam diferentes umas
das outras sobretudo no aspecto produtivo, tal como no sistema tributário do Paraguai onde não existe imposto sobre heranças e no Imposto de Renda não há isenção e progressividade de alíquota, todos estão submetidos à alíquota de 10%. Quebrar regras da liberdade de mercado para proteger a posição de
alguém significa negar a outros justamente aquilo que os permitiu chegar onde
chegaram. Exemplo: tributação de herança.
CONCLUSÃO
O século XX foi uma era de culto expresso ao coletivismo que provocou o maior número de mortes da história em nome da “justiça social”, provocadas pelos seus próprios governos. A partir da segunda metade dos anos 30 e principalmente no pós II Guerra, grande parcela dos intelectuais e acadêmicos se deixou seduzir pelas ideias do welfare state apoiados pela teoria keynesiana, exceto o próprio J.M.Keynes que mudara de ideia antes de falecer em 1946. Como legado a teoria econômica de Keynes deixou a chamada ‘terceira via’, ‘politicamente correta’, denominada de social democracia, que implicitamente representa um desejo ardente de totalitarismo camuflado com as mesmas tendências de crença de que a intervenção do Estado na economia sempre é necessária para quase tudo na sociedade e manifestada por centralização de decisões, no exagero do planejamento e controle estatal da economia e à progressiva relativização para o mal dos direitos individuais. Apesar da já explicada vacuidade conceitual e além de servir como justificativa para a inveja, a demanda por “justiça social” tornou-se o argumento mais usado em discussões políticas. A falácia da “justiça social” tem sido usada para guiar ações políticas prometendo uma sociedade mais justa. Todavia, não há justificativa de merecimento moral sobre algo que não existiria senão pela decisão de quem arriscou seus próprios recursos em sua criação. E os que conseguem fazer isto beneficiam mais pessoas pela criação de empregos direto e pela sua poupança mais do que se tivessem doado parte de sua riqueza para os pobres. Observam pejorativamente a distribuição da riqueza no mundo, e não enxergam os benefícios que os 1% mais ricos produzem para os 99% da humanidade com seu engenho. Isso é algo que dada a cultura dos políticos e dada a natureza burocrática e não competitiva do serviço público sempre falham em entender e fazer. Grandes ameaças estão frequentemente em medidas que aparentam partir de iniciativas virtuosas. A expressão “justiça social” não é uma expressão inocente de boa vontade para com os menos afortunados como a maioria das pessoas pensa. É necessário que as pessoas reconheçam que essa expressão é intelectualmente desprezível, representa a marca da demagogia ou do jornalismo barato que os pensadores responsáveis deveriam ter vergonha de usar, haja vista que uma vez reconhecido seu vazio, seu uso é claramente desonesto. O fato de ser contra o uso da coerção socialista em prol da “justiça social” e “justiça distributiva” não significa ser contra menos desigualdade material, mas que é preciso estar atento aos apelos por “justiça social” a qualquer custo. É preciso estar atento especialmente aos pregadores da moralidade que aparentam trocar a promessa de justiça celestial pelo consolo terreno em uma “religião social”. O apoio dessas entidades à “justiça social” se tornou uma distinção aos hipócritas “virtuosos” que se auto proclamam os únicos de terem consciência moral. Todavia, tal “virtude” frequentemente é usada para disfarçar sentimentos pouco ou nada nobres e as sociedades em decadência são frequentemente aquelas que têm escutado tais reformadores morais e reverenciado os destruidores de sua sociedade como bons homens. Frequentemente o evangelho da “justiça social” esconde sentimentos sórdidos como: (1) antipatia pelas pessoas que estão em melhor situação do que a de quem as despreza, ou as inveja - a mais antissocial e perversa das paixões. (2) a animosidade para com a grande riqueza, difamando-a de um grande escândalo em razão de muitos não terem suas necessidades básicas insatisfeitas, e que dissimula sob o nome de ‘injustiça distributiva’. (3) Todos aqueles que desejam roubar os ricos, não somente porque os invejam mas porque consideram a própria existência dos ricos um ultraje sem qualquer justificação moral para cujos instintos predadores eles apelam.




